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Município atribui o nome de João César Monteiro a um auditório no Centro de Artes e Espectáculos
O cineasta figueirense João César Monteiro foi ontem, sábado, homenageado pelo Município da Figueira da Foz com a atribuição do seu nome a um auditório do Centro de Artes e Espectáculos, num momento que o presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro, referiu que servirá para perpetuar uma "figura ilustre do Concelho".
"A atribuição do nome de João César Monteiro a este auditório é um momento de justiça a toda a vida do cineasta", referiu o presidente, manifestando a convicção de que João César Monteiro ficará para sempre na memória dos figueirenses.
Também presente na cerimónia, a ex-mulher do cineasta, Margarida Gil, afirmou ter a certeza de que, para João César Monteiro "seria muito mais importante ter o nome num auditório na Figueira da Foz do que numa sala do CCB (Centro Cultural de Belém) ou na Gulbenkian", realçando que a sua relação com a cidade sempre foi "muito importante, ainda que escondida, como tudo nele era", mas que quando voltava, era sempre com um "grande sorriso".
"Fico muito orgulhosa por pertencer a um país que tem um presidente da Câmara que não o esquece" [João César Monteiro], afirmou a também cineasta e atriz, Margarida Gil.
A homenagem foi seguida de um colóquio sobre a vida e obra do realizador, a que o vereador da Cultura, Nuno Gonçalves, deu início reforçando que João César Monteiro "não era um génio, é um génio" e onde familiares e amigos recordaram vivências e partilharam histórias.
O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz torna-se assim na única sala do país apenas com o nome de João César Monteiro.
O descerramento da placa foi feito pelo presidente da Câmara Municipal e pelo filho do realizador, Pedro Gil Monteiro.


