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'Comércio com História' valoriza comerciantes e entidades da Figueira da Foz
O projeto "Comércio com História", apresentado esta quarta-feira em sessão pública no Edifício dos Paços do Concelho, promovido pela Direção-Geral de Atividades Económicas (DGAE), permite agora aos comerciantes e a entidades figueirenses detentores de estabelecimentos com mais de 25 anos e valor histórico, a oportunidade de criarem "uma pegada digital" sem qualquer custo, perpetuando assim património material ou imaterial e beneficiarem a nível tributário.
"Comércio com História" materializa-se numa plataforma digital que possui um roteiro geo-referenciado e dá aos proprietários de estabelecimentos de atividades comerciais, desportivas, sociais ou culturais que detenham história e sem meios próprios de ter uma presença digital, a oportunidade de passarem a ter visibilidade online através dessa plataforma, que se encontra integrada na página do Turismo de Portugal, que é hoje "o site mais consultado em língua portuguesa", frisou a técnica da DGAE, Ana Saraiva, na apresentação.
Ana Saraiva explicou que, na plataforma é possível, através de um mapa, "saber onde está cada loja", bem como pesquisar por tipologias, caracterizando o projeto como uma "montra digital" que permite dar a conhecer "mais do que o produto", a história por detrás de todo o estabelecimento.
"Todos nós nos recordamos com carinho do sítio onde comprámos a nossa primeira bicicleta", advertiu o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, acrescentando que são os locais capazes de nos deixar "memórias como esta", que resistiram a todas as épocas, que se querem agora "perpetuar e modernizar" sem nunca perder a sua essência.
Por sua vez, a diretora dos serviços de Comércio, Serviço e Restauração da DGAE, Clotilde Cavaco, esclareceu que para integrar a plataforma é apenas necessária uma candidatura e que, após o reconhecimento pelo Município e validação pela DGAE, os proprietários dos imóveis passam a ter acesso a benefícios ou isenções fiscais nos termos da legislação em vigor e por sua vez, os arrendatários usufruem do direito de preferência nas transmissões onerosas de imóveis, bem como proteção prevista no regime jurídico de arrendamento urbano (NRAU) e no regime jurídico das obras em prédios arrendados.
"A nossa intenção é criar todas as condições e facilidades para que beneficiem dos vossos estabelecimentos", afirmou o edil. Para tal, esclareceu que o Município já procedeu a algum levantamento dos espaços do Concelho que se enquadram nas condições para candidatura e, consequentemente, usufruir dos benefícios, contabilizando, até ao momento, cerca de 40 espaços.


