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5as de Leitura – Encontro com Júlio Machado Vaz e o editor Rui Couceiro
«À Escuta dos Amantes», um “livro que é um agradecimento ao público “
O Auditório Municipal recebeu, na passada quinta-feira, 12 de dezembro, pelas 21h30, o médico psiquiatra, professor universitário e autor de quase vinte livros, Júlio Machado Vaz, e o seu editor, Rui Couceiro, que vieram apresentar «À Escuta dos Amantes», naquela que foi a última sessão de 2019 do projeto de promoção e incentivo à leitura «5as de Leitura».
A sessão contou com a presença do vereador da Cultura, Nuno Gonçalves, que começou por salientar o ano ímpar que vivemos “100 anos de Sophia, de Jorge de Sena, 125 anos do Museu Municipal Santos Rocha” e referir que “nada melhor para encerrar este belíssimo e ímpar ano, do que termos connosco Júlio Machado Vaz para nos falar também, e porque não, de liberdade e de amor”.
Nuno Gonçalves afirmou que “a Figueira da Foz está muito grata” por receber Júlio Machado Vaz, “reputadíssimo psiquiatra, que colabora de forma genuína há várias décadas com a rádio e a televisão, uma voz que nos habituámos a ouvir, um comunicador de emoções, uma voz doce e segura, que nos transmite conforto, um ideário de sapiência e bom senso, que nos permite ter uma maior inteligibilidade dos nossos sentimentos”, concluiu o vereador.
O editor Rui Couceiro agradeceu o convite e referiu: “É muito bom estar aqui, com muita gente genuinamente interessada nos livros, e também acompanhar bons autores, como Júlio Machado Vaz, que ocupa um espaço no nosso ideário, no nosso coração, que talvez não tenha preço.”
“Temos o privilégio de ouvir o professor e com isso, de alguma forma, nos robustecermos, nos preparamos para aquilo que a vida é. Ele ensinou muito a nós portugueses sobre as relações humanas”, enfatizou Rui Couceiro que, referindo-se ao livro «À Escuta dos Amantes«, disse: “Embora o título indicie que é uma obra sobre a prática clínica da escuta, é, em última instância e em meu entender, um livro sobre a importância as relações humanas, que nos dá uma dimensão que está muito para lá da dimensão da prática clínica. “O que resume este livro, é que é um livro sobre os afetos, importantes para todos nós”.
Já Júlio Machado Vaz agradeceu ao público a sua presença e manifestou-se muito satisfeito por regressar a uma “terra pela qual nutro um carinho muito especial”.
Numa conversa bem-humorada o convidado foi lembrando episódios das suas vindas à Figueira da Foz, na infância, com a mãe, a cantora Maria Clara, e outros sobre a sua relação com as pessoas que ao longo de muitos anos o têm vindo a ouvir na rádio, um meio de comunicação que Júlio Machado Vaz confidenciou ter sempre preferido.
Relativamente «À Escuta dos Amantes» o autor referiu ser “um livro que não devia ter existido”, pois “este foi um ano muito pouco bom senso”, contudo, e tendo completado 70 anos, o autor considerou que “que era mais que tempo de por os papéis em ordem”, de fazer algumas coisas.
“Este livro acabou por ser uma dessas, uma coisa que senti necessidade de fazer, e tem muito de agradecimento ao público em geral, que me ouve há 30 anos, o que é uma vida e que tem linhas que só determinada pessoa pode entender “, referiu.
A próxima sessão das «5as de Leitura», a primeira de 2020, realiza-se dia 30 de janeiro, e tem como convidado o jornalista e escritor, José Manuel Barata Feyo.


