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A Solo (e não só) encheu a esplanada do CAE com quatro noites de música e emoção
A segunda edição de A Solo (e não só) confirmou a força da música ao vivo para reunir públicos e criar memórias. Entre 13 e 16 de agosto, a esplanada exterior do Centro de Artes e Espectáculos (CAE) encheu-se de vida e de público, com muitas pessoas a marcar presença em cada uma das quatro noites de programação.
Ao longo de quatro dias, o evento apresentou um cartaz diversificado, cruzando diferentes linguagens e sonoridades da música portuguesa e proporcionando noites de Verão acolhedoras, pautadas pela proximidade entre artistas e público.
A primeira noite ficou marcada pelas atuações de emmy Curl, heterónimo de Catarina Miranda, que apresentou o universo de Pastoral, o seu mais recente álbum, onde a música tradicional se cruza com o jazz moderno e o dream pop. A noite prosseguiu com Luís Severo, cantautor, guitarrista e pianista português reconhecido como um dos nomes de referência da escrita de canções da sua geração.
Na segunda noite, Diogo Zambujo levou à esplanada uma sonoridade influenciada pelo rock, jazz e música brasileira, combinando melodias simples com letras profundas. Seguiu-se Mimicat, que cruzou soul e fado numa atuação intensa e arrebatadora, envolvendo o público da primeira à última nota.
A noite ficou ainda marcada por um momento particularmente especial: Mimicat convidou para o palco a prima Inês, Duda e Pedro Maralma, numa participação que trouxe uma forte dimensão local ao espetáculo e celebrou a música enquanto espaço de encontro, família e comunidade.
Na terceira noite, foi a vez de Diana Castro conquistar o público com a sua voz poderosa e presença magnética. Depois, Frankie Chavez assumiu o palco com a guitarra, num concerto onde o folk, o blues e o rock clássico se encontraram. O seu dedilhar envolveu a esplanada e proporcionou um dos momentos mais intimistas e marcantes do festival.
A fechar a segunda edição de A Solo (e não só), Elisa apresentou-se perante uma esplanada novamente muito concorrida, afirmando-se através de uma voz e de uma interpretação que apontam para o futuro da música portuguesa. A última noite terminou com Lavoisier, projeto musical de Roberto Afonso e Patrícia Relvas, que encerrou a programação com uma atuação marcada pela sensibilidade e pela intensidade.
Com uma forte adesão do público ao longo das quatro noites, A Solo (e não só) voltou a afirmar a esplanada exterior do CAE como um espaço privilegiado para a fruição cultural durante o Verão. A diversidade do cartaz, a qualidade das propostas artísticas e a proximidade proporcionada pelo espaço deram forma a uma segunda edição especialmente feliz, feita de música, encontros e emoções.
Foram quatro noites de concertos, mas também quatro noites de partilha, convívio e memórias, num evento que deixou a esplanada do CAE cheia de vida e reforçou a ligação entre a música, a cidade e o seu público


