«Guerra e Propaganda» em conferência na Figueira da Foz

Organizada pelo Município da Figueira da Foz, em parceria/colaboração com Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, a conferência “Guerra e Propaganda” reuniu, no Auditório do Museu Municipal Santos Rocha, no passado dia 12 de novembro de 2016, especialistas e público interessado nas mudanças que o primeiro conflito mundial provocou em diversas frentes.
Organizada no âmbito das comemorações do Centenário da Primeira Grande Guerra, que o Município da Figueira da Foz está a levar a cabo, a conferência «Guerra e Propaganda» foi palco da apresentação de diferentes abordagens sobre «as balas de papel» que atingiram os países envolvidos, através de jornais e da imprensa ilustrada, naquela que seria a primeira grande experiência de conquista da opinião pública com recurso à comunicação social.
Na sessão de abertura, coube ao Vereador e Vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF), António Tavares, agradecer a presença dos oradores e académicos Maria Fernanda Rollo, Maria Teresa Moreira, António Paulo Duarte, Clara Isabel Serrano e Noémia Malva Novais. Ao longo da tarde, os conferencistas apontaram «a verdade como a primeira vítima de qualquer guerra», com Maria Fernanda Rollo a sublinhar que, apesar dos grandes avanços recentes, protagonizados por «excelentes investigadores», há ainda muito por estudar no período da Primeira República.
À jornalista e académica Noémia Malva Novais coube falar sobre «As Balas de papel ilustrado na I Guerra Mundial», um dos tópicos abordados na tese de doutoramento agora editada em livro, com o título “A Imprensa Portuguesa e a Guerra. 1914-1918. Os jornais intervencionistas e anti-intervencionistas. A acção da censura e da propaganda». A obra foi apresentada no final da conferência, com a presença do Presidente da CMFF, João Ataíde, que saudou a autora pelo seu trabalho e agradeceu o contributo de todos os oradores para o enriquecimento da evocação dos 100 anos da Primeira Grande Guerra, que o Município da Figueira da Foz - de onde partiram centenas de combatentes, incluindo o malogrado António Gonçalves Curado, o primeiro soldado português morto em combate em França, em 4 de Abril de 1917 -, está a promover até 2018.


