.
Novo edifício do Campus da Universidade de Coimbra reforça a Figueira da Foz como cidade universitária
Novo edifício do Campus da Universidade de Coimbra reforça a Figueira da Foz como cidade universitária
A Figueira da Foz deu hoje mais um passo na afirmação como cidade universitária e polo de inovação, com a inauguração do Edifício 2 do Campus da Universidade de Coimbra (UC), instalado no antigo terminal rodoviário. A cerimónia foi presidida pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, do reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, e do diretor do Campus, Miguel Pardal, entre representantes de outras entidades locais e regionais.
Dotado de laboratórios de investigação de última geração, equipados com tecnologia de ponta, o novo edifício reforça as condições para o desenvolvimento de ensino, investigação e inovação, consolidando a aposta da Universidade de Coimbra na Figueira da Foz.
Após a inauguração, a comitiva deslocou-se à Quinta das Olaias, onde foi apresentada a oferta educativa do Campus.
Na sessão, Miguel Pardal destacou o percurso já realizado e a visão para o futuro daquele projeto universitário, sublinhando que o Campus pretende afirmar-se com uma oferta académica completa. "Temos de ter aqui tudo: licenciaturas, mestrados e doutoramentos", afirmou, defendendo um modelo de ensino inovador e cada vez mais ligado às necessidades do território.
No próximo ano letivo, o Campus da Universidade de Coimbra na Figueira da Foz passará a disponibilizar sete cursos. À atual oferta, que inclui a licenciatura em Biologia Marinha e vários mestrados e cursos de especialização, juntam-se a licenciatura em Engenharia Naval e Oceânica e os mestrados em Relações Internacionais – Política Internacional dos Oceanos, Sistemas Costeiros Sustentáveis e Biologia Marinha e Alterações Globais.
O Campus assume igualmente uma forte ligação ao tecido empresarial e à economia azul, integrando projetos estratégicos de investigação e inovação, como o consórcio europeu Allwaters, o Centro de Tecnologia e Inovação SeaPower, a instalar no Cabedelo, e a plataforma UC BLUE, que reúne todos os centros de investigação da Universidade de Coimbra dedicados ao mar.
Na sua intervenção, o ministro Fernando Alexandre sublinhou o carácter estratégico do investimento, lembrando que este é "o primeiro campus que a Universidade de Coimbra tem deslocalizado". Para o governante, esta aposta demonstra uma nova forma de olhar para o território e para o ensino superior.
"As instituições de ensino superior olham hoje para o território de uma perspetiva global, quer na formação das pessoas, quer na ligação às estratégias de desenvolvimento de cada região", afirmou.
Referindo-se à vocação marítima da Figueira da Foz, Fernando Alexandre considerou natural que a cidade concentre uma oferta formativa ligada ao mar e aos oceanos.
"Os oceanos são cada vez mais importantes para Portugal. Não há forma de pensar o nosso país sem pensar o papel que o mar e o oceano vão ter no futuro", salientou, acrescentando que esta será uma das prioridades da estratégia nacional para a investigação e inovação.
O presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes, destacou que este projeto representa a concretização de uma aposta estratégica do Município no ensino superior e na investigação.
"Pelo próprio conteúdo que tem este espaço, a teoria, o programa e o propósito passam agora à realidade e à prática", afirmou.
O autarca recordou que o Município disponibilizou três espaços determinantes para a instalação e crescimento do Campus — a Quinta das Olaias, o antigo terminal rodoviário e um terreno na margem sul do Mondego —, considerando que esta foi "uma aposta firme e de total empenho" da autarquia.
Pedro Santana Lopes lembrou ainda a cooperação de vários anos entre o Município e a Universidade de Coimbra, através de projetos como o MAREFOZ e o centro de investigação do Abrigo da Montanha, reafirmando que "o nosso caminho, com as escolas, com as empresas e com a sociedade em geral, é o da investigação e da inovação". Dirigindo-se ao reitor Amílcar Falcão, deixou uma palavra de reconhecimento pelo papel desempenhado na concretização deste projeto.
"A importância para a Figueira da Foz do que está aqui em causa é tão grande que não admite qualquer desvio. É um pacto de sangue", declarou.
O presidente da Câmara acrescentou ainda que o Município já dispõe de alojamento preparado para acolher estudantes que escolham a Figueira da Foz para prosseguir os seus estudos.
Por sua vez, o reitor Amílcar Falcão recordou que este projeto resulta de um trabalho iniciado há cerca de três anos, salientando que "os processos que começam do zero precisam de maturação", mas frisando que os primeiros resultados já são visíveis, quer na captação de projetos de investigação, quer na produção de conhecimento para as empresas e para o território.
A inauguração do Edifício 2 representa mais uma etapa na consolidação do Campus da Universidade de Coimbra na Figueira da Foz, reforçando o posicionamento do concelho como um centro de ensino superior, ciência e inovação, particularmente nas áreas do mar e da economia azul.


