.
Darja Vidmanova conquista o maior título da carreira na edição mais importante do Figueira da Foz Ladies Open
Semana dourada leva a checa Darja Vidmanova ao top 100 mundial pela primeira vez
Darja Vidmanova venceu a 10.ª e maior edição do Figueira da Foz Ladies Open e selou a entrada no top 100 mundial com a conquista do maior título da carreira. A estreia do torneio como WTA 125 esteve a cargo da Federação Portuguesa de Ténis entre os dias 14 e 21 de junho no Tennis Club da Figueira da Foz.
O novo WTA 125 do país contou com bancadas cheias para o último duelo, como é apanágio do torneio, e os parciais da final foram fechados por 6-2 e 6-3 em favor da tenista de 23 anos (108.ª WTA) contra a turca Ayla Aksu (277.ª), que procurava igualmente o maior troféu do currículo e juntar um êxito individual na Figueira da Foz ao título de pares erguido neste local em 2017, na primeira das 10 edições.
Quatro meses depois de ceder no derradeiro encontro do Women’s Indoor Oeiras Open do Jamor, o certame inaugural de 2026 em Portugal de nível 125, Vidmanova amealhou o oitavo título do palmarés, primeiro em 11 meses. E um dia após ter garantido a estreia no top 100 da tabela feminina, a tenista de leste despediu-se do Oeste de Portugal no 90.º posto da hierarquia na antecâmara da estreia em quadros principais de provas do Grand Slam, em Wimbledon.
"Estou muito feliz, é o meu primeiro título WTA e significa muito. Foi uma semana difícil e estou feliz por terminar com o título. […] Não sou muito expressiva, mas estou muito feliz. No final do encontro estava nervosa e quando ganhei senti mais alívio por conseguir segurar o encontro, mas estou muito feliz”, exclamou na derradeira conferência de imprensa da semana.
Vidmanova fez, provavelmente, as duas melhores exibições do torneio nos dois últimos embates, isto depois de um percurso acidentado que até começou por ser escrito às custas da número três nacional Angelina Voloshchuk, num encontro da primeira ronda resolvido em três sets.
A final deste domingo foi sentenciada em 75 minutos a favor da terceira cabeça de série, a tenista mais consistente em todo o encontro. Num confronto entre duas jogadoras com melhor lado esquerdo do que direito, a checa conseguiu defender o canto mais frágil com direitas em slice e foi vendo a mais velha (29 anos) cometer erros não forçados em demasia. E o serviço, talvez a melhor arma de Vidmanova, foi preponderante e uma grande diferença entre as duas protagonistas da final.
"Tentei concentrar-me nas coisas que tenho trabalhado, como o meu serviço e misturar o ritmo. O vento ajudou-me porque fiz mais slices e variei a altura da bola. O marcador não reflete o encontro, acho que foi mais equilibrado do que o resultado indica, mas nos momentos mais importantes ela falhou mais”, analisou.
Um ano depois de concluir a formação na Universidade da Geórgia, a tenista nascida em Moscovo despediu-se da Figueira da Foz com lembranças que vão perdurar na memória: “Vencer o meu primeiro título WTA e entrar no top 100 ao mesmo tempo é sem dúvida especial, vou sempre lembrar-me desta semana na Figueira da Foz.
Segue-se a viagem até Londres, com o objetivo a curto prazo de “garantir um lugar no quadro principal do US Open” e, a médio prazo, “conseguir estar no top 50 e jogar todos os grandes torneios ao longo do próximo ano.”
O Figueira da Foz Ladies Open foi o quinto WTA 125 da época nacional, uma categoria de torneios ainda com paragens esta temporada nas Caldas da Rainha, no Porto e em Lisboa.


