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Angelina Voloshchuk aproxima-se do quadro principal do Figueira da Foz Ladies Open
Angelina Voloshchuk assinou a primeira vitória portuguesa do Figueira da Foz Ladies Open enquanto WTA 125 e ficou mais perto de juntar-se às colegas de seleção Francisca Jorge e Matilde Jorge no quadro principal. Organizado pela Federação Portuguesa de Ténis, o torneio começou este domingo e decorre até 21 de junho no Tennis Club da Figueira da Foz.
A número três nacional só precisou de 87 minutos para derrotar a italiana Valentina Losciale (1067.ª) com os parciais de 6-1 e 6-4, fazendo jus às credenciais de sétima cabeça de série.
O triunfo deste domingo podia ter sido ainda mais autoritário, dado que Voloshchuk liderou por 6-1 e 2-1 já com break à melhor. Mas três quebras de serviço consecutivas retardaram aquele que foi o primeiro triunfo de uma portuguesa na 10.ª e mais importante edição do torneio, deixando-a mais perto do quadro principal.
Na segunda-feira, logo às 10 horas, a jovem portuguesa de 19 anos discutirá esse apuramento com Whitney Osuigwe (183.ª), a mais cotada do qualfying.
Antiga campeã júnior de Roland-Garros e número um mundial do escalão, a norte-americana foi semifinalista do WTA 125 do CETO, há menos de dois meses, e este domingo venceu a wild card Carla Tomai (1339.ª), estreante em provas deste nível, por 6-0 e 6-0.
Sana Garakani (1339.ª), a outra portuguesa a jogar pela primeira vez um WTA 125, perdeu por 6-1 e 6-1 face à terceira pré-designada, Valentina Ryser (306.ª).
No quadro principal, Francisca Jorge (196.ª) — semifinalista do torneio em 2023 (à data de hoje ainda é a maior meia-final da carreira) e quartofinalista em 2025, quando era um ITF W100 — terá pela frente a australiana Elena Micic (348.ª).
Matilde Jorge (260.ª), que no Indoor Oeiras Open 125 de fevereiro alcançou a meia-final mais importante da história do ténis feminino nacional, terá, teoricamente, uma primeira ronda mais difícil, ao medir forças com Jil Teichmann (131.ª), quinta mais cotada.
A antiga número 21 mundial conquistou dois troféus WTA num total de cinco finais, a maior delas no WTA 1000 de Cincinnati, e após uma paragem de sete meses para cuidar da saúde mental, regressou aos courts em abril para os dois WTA 125 de Oeiras. Sem ritmo competitivo, a jogadora de 28 anos cedeu prematuramente, mas dias depois só perdeu nas meias-finais do WTA 250 de Rabat e logo a seguir brilhou ao atingir os oitavos de final em Roland-Garros pela segunda vez na carreira. Em Portugal, foi finalista do Porto Open em 2018.
Alina Korneeva, campeã do evento em 2023 e finalista no ano passado, aparece no Oeste como a primeira pré-designada e agora como top 100 pela primeira vez (96.ª). A prodígio russa, antiga líder da hierarquia de sub-18 e vencedora de dois Grand Slams no escalão, já venceu cinco troféus em Portugal, num total de nove no currículo. Terá pela frente a chinesa Fangran Tian (245.ª).
Na metade oposta, a líder é a brasileira Beatriz Haddad Maia, agora fora do top 100 (108.ª), mas outrora top 10. A paulista de 30 anos sabe o que é ser feliz em Portugal e antes de estabelecer-se na elite amealhou cinco títulos num total de seis finais em várias provas portuguesas. Curiosamente, a única decisão cedida foi na Figueira da Foz, em 2020, onde perdeu uma decisão de 4h06 com três match points a favor. Na estreia encarará a americana Sachia Vickery, antiga 73.ª WTA.
Kristina Mladenovic, também uma ex-finalista neste torneio (2024), antiga top 10 e uma das melhores jogodoras de pares nas últimas duas décadas, espera pelo desfecho do qualifying para descobrir a opositora na terça-feira.
Vera Zvonareva, número dois mundial em 2010, ano em que chegou às finais de Wimbledon e do US Open, defronta a suíça Susan Bandecchi (171.ª), sétima mais cotada, já esta segunda-feira.


