Igualdade nas mãos de todos em exposição no Paço de Tavarede

Com o valor da Igualdade entre os cidadãos há muito vertido na Lei Fundamental Portuguesa, é ao nível dos comportamentos tidos como bons ou aceitáveis pela sociedade que o Município da Figueira da Foz está a desenvolver, em parceria com os cidadãos e as suas instituições, um trabalho de contínua formação e sensibilização, recentemente distinguido, aliás, com a Menção Honrosa do Prémio Viver em Igualdade, instituído pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) para distinguir municípios com boas práticas na integração da dimensão da igualdade de género, cidadania e não discriminação, quer na sua organização e funcionamento, quer nas atividades por si desenvolvidas. Instituir o dia 24 de outubro como o Dia Municipal para a Igualdade - dinamizando ao longo de uma semana, de 24 a 29 de outubro, um conjunto de atividades com o objetivo de promover os valores da Cidadania, Igualdade e Não Discriminação - é mais um passo dado pela Figueira da Foz no sentido de uma sociedade efetivamente igualitária.
Esta terça feira, dia 25 de outubro, o combate aos estereótipos de género e à implementação de uma verdadeira política de igualdade ganhou corpo com a exposição, patente na Sala Multiusos do Paço de Tavarede, “Dou a mão pela Igualdade”, que estará aberta ao público, com entrada livre, até ao próximo dia 29 de outubro.
Esta exposição consiste na mostra de trabalhos executados por 17 entidades, entre Jardins-de-Infância e Escolas do 1º CEB (EB1) das redes pública, solidária e privada do município, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s) e Projetos com intervenção nas áreas da infância/juventude e população sénior. São desenhos, pinturas, construções e lavores que refletem, de forma criativa, o trabalho desenvolvido com este tipo de população na abordagem de questões da cidadania, igualdade e não discriminação, com os mais pequenos a focarem a importância da aceitação das diferenças e os seniores a destacarem, por exemplo, a igualdade de géneros como uma das questões que a sociedade civil portuguesa ainda não colocou integralmente em prática.
Participam nesta mostra 17 entidades: Cáritas Diocesana de Coimbra – Centro Comunitário Nª. Srª. Da Boa Viagem; Centro Social Paroquial de Ferreira-a-Nova; Fundação Bissaya Barreto – Casa da Criança de São Julião; Centro Social Paroquial S. Martinho – Tavarede; Centro Social São Salvador – Maiorca; Casa Nossa Srª do Rosário; Centro Social de Carvalhais de Lavos; Conselho de Moradores da Borda do Campo; Associação FigueiraViva – Creche “O Cocas”; Centro Social Bem Querer de Brenha; E.B. 1 Vigários; Centro Social Santus Petrus; Centro Paroquial de Solidariedade Social de Alqueidão; Centro Social Paroquial do Paião; AFMP – Mais Interações – E 6 G; Centro Social da Cova e Gala; Delegação da Figueira da Foz da Cruz Vermelha Portuguesa - Rede Local de Intervenção Social (RLIS) e Centro Comunitário.
Combater o Tráfico de Seres Humanos
Paralelamente, o Dia Municipal da Igualdade foi assinalado, no mesmo local, com a ação de sensibilização “Tráfico de Seres Humanos”, inserida no Plano Municipal para a Integração de Imigrantes e dirigida a técnicos com intervenção Social, particularmente das entidades parceiras do Conselho Local de Ação Social (CLAS) da Figueira da Foz. Sensibilizar para o fenómeno do Tráfico de Seres Humanos e da exploração laboral e sexual e dotar os destinatários de conhecimentos e ferramentas para sinalizar e encaminhar potenciais vítimas, foi o objetivo da ação dinamizada por Sónia Araújo e Ana Mosca, da Equipa Multidisciplinar Especializada para Assistência a Vítimas de Tráfico de Seres Humanos (EME TSH Centro) e da APF Centro (Associação para o Planeamento da Família).
«O Município da Figueira da Foz vai aderir, em dezembro, à Rede Regional do Centro de Apoio e Proteção às Vítimas de Tráfico de Seres Humanos, na sequência do convite endereçado por uma das entidades que integra esta Rede», explicou, na abertura da formação, o Vereador da Ação Social, António Tavares, destacando a importância de atuar, de forma assertiva, no combate a qualquer tipo de tráfico e exploração de seres humanos. «Sempre que alguém está em sofrimento, isso atinge-nos a todos», concluiu o autarca.
26/10/2016


