Marés de gente, ondas de música e um céu que explodiu de amor
Que noite, que público, que celebração! O Parque das Abadias vestiu-se de sonho para receber um mar de gente que fez da noite de 6 de junho uma página de ouro da história do Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz (CAE).
Começou com "Pra frente é que é Lisboa", e foi mesmo. A noite inteira foi um hino a seguir em frente. Pediu-se a cada um que "Guarda a tua Alma" — e que alma a do público, capaz de transformar o Parque das Abadias em casa.
O relógio parou enquanto milhares cantavam a "Canção do Metro" como quem viaja junto, sem pressa de chegar. E "Amanhã " pairou no ar como promessa — o futuro pode esperar, porque o agora era bom demais. Falou-se de amor "Contra Mim", sorriu-se com as teorias do "Terraplanismo" (porque esta noite o mundo era redondo, mas girava só à volta do Parque das Abadias). "Quem me Vê" viu um mar de gente feliz. E quando se pdeiu baixinho que o "Meu Amor dorme Bem", foi mesmo a cantar para quem se ama que o parque inteiro embalou a noite. A "Saudade " deu as mãos aos "Tiques de Rico" e a certeza de que "A Terra Gira" — e girou, girou.
Disse-se "Olá, Solidão" com ironia bonita, porque ninguém esteve só. Cantou-se "Na Escola" da vida, onde continuamos a aprender que juntos somos mais. Dançou-se no "Baile de São Simão " e fechou-se os olhos para "Sentir o Sol" mesmo já noite dentro.
A música intemporal de Os Quatro e Meia ecoou em cada recanto, mas a banda sonora mais bonita foi, sem dúvida, a da plateia. Milhares de vozes, milhares de sorrisos, uma só alma.
E no fim, como um agradecimento à altura deste amor, a festa terminou com muita luz. O fogo de artifício não iluminou apenas o céu — iluminou cada rosto, cada memória e o sentimento coletivo de que no CAE se continua a construir algo verdadeiramente inesquecível.


