'Mães': Foi uma gargalhada atrás da outra e uma lágrima também
O palco do grande auditório do Centro de Artes e Espectáculos transformou-se, na noite de 4 de junho, num turbilhão de emoções. As luzes acenderam-se, a sala encheu-se e, durante mais de uma hora, o público riu, chorou, identficou-se e apaludiu de pé um hino à maternidade: "MÃES"!
Com uma entrega absolutamente arrebatadora, Ana Cloe, Gabriela Barros, Raquel Tillo e Tânia Alves deram vida a quatro mulheres reais, imperfeitas, maravilhosas — daquelas que podiam ser nossas vizinhas, nossas irmãs, ou até mesmo nós. Entre fraldas, noites em branco, confissões desconcertantes e aquela amizade que salva tudo, o espetáculo provou que a maternidade é o maior ringue de emoções que existe. E que, sim, o humor é a melhor arma para sobreviver a ela!
E que seria desta montanha-russa de emoções sem a banda sonora perfeita? Um aplauso especial aos músicos que, ao vivo, deram o tom certo a cada gargalhada e a cada lágrima, elevando cada cena com uma energia contagiante. Simplesmente brilhantes!
A fantástica encenação de Ricardo Neves-Neves trouxe ao CAE o melhor da Broadway com sotaque português, e o público respondeu com ovações sentidas. Porque no fundo, esta não era só uma peça sobre mães. Era sobre laços, sobre recomeços, sobre o caos bonito que é cuidar de alguém.


