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'Dona Flor e seus dois maridos ' transformou o Grande Auditório do CAE num terreiro de desejo, amor e fantasia
Quem esteve na noite de 29 de maio no Grande Auditório do Centro de Artes e Espectáculos sabe. "Dona Flor e seus dois maridos" não foi apenas uma peça de teatro. Foi um ritual. Uma possessão. Uma noite em que o samba entrou pelo corpo, o riso escapou sem pedir licença e a paixão incendiou cada canto da sala.
O palco do Grande Auditório foi transformado num terreiro de desejo, amor e fantasia — e o público rendeu-se, de pé, a um triângulo amoroso absolutamente irresistível.
Bruno Cabrerizo trouxe um Vadinho malandro, magnético, daqueles que nos fazem perdoar tudo com um sorriso. Sofia Ribeiro foi a Dona Flor que todas as almas compreendem: dividida entre a segurança do afeto e o fogo da paixão. E Vitor Hugo deu a Teodoro uma humanidade tão doce e cómica que foi impossível não se apaixonar também por ele. Jorge Amado, lá em cima, deve ter acendido um charuto e dito: “Assim se faz, meus filhos.”


