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Figueira da Foz debateu o futuro da floresta e da prevenção de incêndios
O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz acolheu, ontem, o encontro do Clube de Produtores Florestais, promovido pela The Navigator Company, iniciativa que reuniu especialistas, produtores, agentes de proteção civil e responsáveis institucionais para refletir sobre os desafios atuais da floresta e da prevenção de incêndios rurais.
Sob o mote “Os incêndios mudaram. E nós?”, o encontro afirmou-se como um espaço de reflexão sobre a necessidade de novas abordagens na gestão florestal, na prevenção e na resposta aos efeitos das alterações climáticas.
Na sessão de encerramento, o ministro da Administração Interna, defendeu a importância de uma estratégia assente na prevenção, na gestão integrada do território e na cooperação entre entidades, sublinhando que “gerir é prevenir”.
Ao longo do encontro foi destacada a necessidade de abandonar uma lógica centrada apenas na ocorrência e no combate, apostando numa cultura de antecipação, planeamento e conhecimento científico aplicado ao território.
A cooperação entre Bombeiros, Proteção Civil, ICNF, GNR e Forças Armadas foi igualmente apontada como essencial para uma resposta mais eficaz e articulada, num contexto em que a floresta assume um papel determinante para a sustentabilidade ambiental, económica e social do país.
Foi ainda destacada a importância de instrumentos como o BUPI – Balcão Único do Prédio, considerados fundamentais para a identificação e organização do território, contribuindo para uma gestão mais eficiente da floresta e para a prevenção de riscos.
O encontro reforçou ainda a importância de uma floresta mais resiliente, sustentável e capaz de valorizar o território, fixar população e criar emprego no interior.


