Jornadas Europeias do Património e Dia Mundial do Turismo

O Município da Figueira da Foz levou a cabo um vasto conjunto de atividades destinadas a assinalar as Jornadas Europeias do Património e o Dia Mundial do Turismo, num programa que o Presidente da Câmara, João Ataíde, deseja que passe a integrar a oferta cultural regular do Concelho, agora que há novas e renovadas rotas a convidar a caminhadas tão saudáveis quanto agradáveis.
Passeios Turísticos e Culturais, a pé ou de bicicleta, em família ou com amigos, abriram o apetite a todos aqueles que pretenderam conhecer melhor o nosso Concelho, os edifícios, os locais históricos, as salinas, os apontamentos de Arte Nova, entre muitos outros aspetos do nosso património.
Já com o apetite desperto e porque a herança gastronómica é cada vez mais valorizada, o Núcleo Museológico do Sal recebeu «Raia ao Sal», uma degustação de iguarias confecionadas com raia, organizada pela Companha da Raia. A música não faltou e o pianista Mário Moita apresentou o seu trabalho “Alentejo, 4 fados, 4 estações”, um espetáculo onde o músico recuperou a tradição do Fado - Património Imaterial da Humanidade- normalmente acompanhado com a Guitarra Portuguesa, desta vez substituída por um piano de 1870.
Já o Centro de Artes e Espectáculos acolheu a vertente doce da gastronomia - «Figueira Doce Figueira» organizado pela Associação Figueira com Sabor a Mar, um evento onde marcaram presença: Brisas da Figueira, Penhascos, Sardinhas, Flores de Sal, Travesseiros do Bispo, Salicórnias, Figueirinhas, Enguias Doces, Figos e ainda algumas das mais doces memórias das idas à praia de outros tempos - Bolacha Americana, Bolas de Berlim, Cornucópias, Almofadas e Pastéis de Nata.
O Centro de Artes e Espectáculos acolheu ainda a peça «Perdição - Exercício sobre Antígona», baseada num texto de Hélia Correia. O clássico de Sófocles, aqui trazido pela associação cultural AlbergAR-TE, em co-produção com o Município da Figueira da Foz, numa iniciativa que levou a palco, para além dos 18 elementos que integram o grupo AlbergAR-TE, 12 atores amadores, recrutados através de um casting. A estes participantes coube dar corpo ao Coro que, em «Perdição - Exercício sobre Antígona», é tudo “menos secundário”, como explicou Victor Valente, o encenador e diretor artístico. “O Coro é uma personagem importante, com um texto denso que obriga a uma interpretação muito física, com muito movimento e entrega emocional”.
Foram vários dias de preparação, de atividades e de contato com o público que muito elogiou estas iniciativas, que integraram o programa de comemoração das Jornadas Europeias do Património e o Dia Mundial do Turismo, e que valorizam o Património como um todo.


