Um abraço visual: irmãos Chichorro frente a frente no CAE
Foi inaugurada ao final da tarde do dia 26 de abril, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz (CAE), uma exposição que faz história: AR(te) DE FAMÍLIA, o encontro inédito e profundamente humano entre Mário e Heitor Chichorro.
Pela primeira vez em Portugal, a obra de Mário Chichorro (1932–2023) – aclamada em coleções como a Collection de l’Art Brut, em Lausanne – sai do circuito internacional para ocupar as Salas 2 e 3 do CAE. E fá-lo em diálogo com o irmão Heitor, artista tão próximo do coração figueirense.Dois universos que viveram separados e agora, numa homenagem póstuma com curadoria de Etienne Delaunay, se reencontram num só abraço visual.
Nesta exposição não há cronologias, não há etiquetas. Há cores que gritam, humor irreverente, corpos e figuras que dançam no fio do desejo – tudo o que a liberdade de Mário sempre quis. “Sou a favor da irreverência, da insubordinação, do devaneio, da utopia, do desejo”, dizia. E esta exposição é exatamente isso: um território livre onde a arte bruta se pinta de gente, de vida e de rebeldia.
Heitor abriu o caminho. Mário fez a festa. Ambos partilham o amor pelas pessoas e pelas formas que só os olhos inquietos conseguem ver. Agora é a sua vez de entrar nesse universo onde as paredes respiram. As cores abraçam. E, sem saber porquê, os olhos aprendem a sentir.
A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes, acompanhado pelas vereadoras Olga Brás e Claudia Rocha, e ainda por Margarida Cunha, em representação da Assembleia Municipal.


