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'Entre o Céu e a Terra. Património Vivo em Seiça' . Observação Astronómica no Mosteiro de Seiça
No âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2026, subordinado ao tema «Património Vivo – Resposta de Emergência em Contextos de Conflitos e Desastres», o Mosteiro de Santa Maria de Seiça acolhe no próximo sábado, dia 18 de abril, pelas 21h30, a sessão de observação astronómica “Entre o Céu e a Terra. Património Vivo em Seiça” que, ao reunir os planos - espaço histórico e observação do firmamento – convida à vivência do património como realidade dinâmica e contemporânea, reforçando o seu papel enquanto lugar resiliente de encontro, conhecimento e relação com o mundo envolvente.
A sessão, gratuita, contudo sujeita a inscrição prévia limitada a 33 participantes (mosteiro.seica@cm-figfoz.pt), contará com a colaboração do Agrupamento de Escolas do Paião (EB 2,3 Dr. Pedrosa Veríssimo), através do seu Núcleo de Astronomia e do apoio técnico do Professor Hélder Ramalho, bem como da Secção de Astronomia, Astrofísica e Astronáutica da Associação Académica de Coimbra, que disponibilizará telescópios e estudantes de astronomia para acompanhamento científico e pedagógico dos participantes.
Estas parcerias reforçam a dimensão educativa e comunitária da iniciativa, promovendo o envolvimento de instituições da região na valorização do nosso património.
Aos interessados será disponibilizado transporte, gratuito, a partir da Figueira da Foz, com saída da Praça Europa às 21h00, limitado à capacidade do autocarro (33 lugares) e sujeito a agendamento prévio (mosteiro.seica@cm-figfoz.pt ).
A iniciativa sugere uma experiência de fruição do património que cruza o monumento e o céu noturno, convocando dimensões materiais e imateriais da herança cultural. Ao longo da história, a observação das estrelas constituiu um saber fundamental, associado à orientação, à medição do tempo e à compreensão do mundo, assumindo particular relevância em contextos de incerteza e deslocação. Ao longo da história, as estrelas foram instrumento de orientação, sobrevivência e esperança, constituindo um saber essencial em situações adversas.
O céu noturno surge, assim, como uma referência comum e contínua, partilhada por diferentes culturas e épocas, enquanto o Mosteiro de Seiça, marcado por sucessivas transformações e períodos de abandono, testemunha a vulnerabilidade e a resiliência do património construído, a sua capacidade de atravessar diferentes épocas e funções, mantendo-se relevante e aberto à comunidade.
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