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Investimento industrial na Figueira da Foz para produção de combustível sustentável para aviação - esclarecimento sobre o processo agora iniciado
Na sequência de alguns (poucos) posicionamentos que têm surgido sobre a intenção de uma empresa privada de instalar, na Figueira da Foz (freguesia da Marinha das Ondas, junto à Navigator e aos pavilhões da Lusiaves), um projeto de produção de combustível sustentável para aviação, colocando logo à partida em causa este investimento industrial, importa esclarecer alguns factos.
Na última reunião de Câmara não foi aprovada qualquer autorização definitiva para a instalação da indústria em causa. O que foi aprovado foi o início do procedimento de reclassificação do solo rústico para urbano (uso industrial), com a abertura da discussão pública e avançando-se para a realização de uma reunião com as entidades do Estado competentes para a matéria em apreço.
Ou seja:
* O processo será analisado pelas entidades do Estado com competências nas áreas da saúde, ambiente, proteção civil e ordenamento do território;
* Haverá participação pública, onde qualquer cidadão poderá apresentar contributos;
* Só após estas etapas poderão ser tomadas decisões finais sobre a eventual reclassificação do solo.
Relativamente ao projeto em si, trata-se de um investimento industrial destinado à produção de combustível sustentável para aviação, com base na utilização de biomassa e hidrogénio verde, estimando-se um investimento na ordem dos 800 milhões de euros. O projeto prevê a criação de cerca de 100 empregos diretos, com preferência por residentes no concelho da Figueira da Foz ou por quem aqui venha a fixar residência, bem como a geração de emprego indireto com empresas locais, designadamente na área florestal para fornecimento de biomassa. Considerando também a fase de construção e o conjunto de atividades associadas, estima-se a criação de cerca de 600 postos de trabalho no total.
A empresa já manifestou também a intenção de:
* Formar técnicos na Figueira da Foz, em articulação com entidades de ensino e formação profissional;
* Trabalhar com empresas locais no fornecimento de biomassa e na prestação de serviços.
Nada disto dispensa a avaliação técnica, territorial e ambiental, que agora se inicia e será conduzida com todo o rigor.
Mas também não podemos ignorar que os territórios que rejeitam sequer discutir investimento acabam, inevitavelmente, por ficar para trás em termos de desenvolvimento económico, criação de emprego e dinamização local. O nosso dever é avaliar com transparência, exigir garantias e defender o interesse da Figueira da Foz.
O Vereador do Pelouro do Urbanismo e Planeamento,
João Martins


