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Obras da coleção de pintura do Museu Municipal passam a integrar a exposição itinerante «Manuel Filipe: da Obra ao Negro às Cores da Liberdade”
Foi inaugurada na tarde de quarta-feira, dia 4 de março, no Museu Municipal Santos Rocha (MMSR), a exposição «Manuel Filipe: da Obra ao Negro às Cores da Liberdade”.
A mostra, que ficará patente até 25 de abril de 2026, e cuja visita é gratuita, para além de apresentar algumas das mais significativas obras de Manuel Filipe [1908-2002], passa a integrar na sua narrativa expositiva oito das 17 obras do artista plástico, que fazem parte da coleção de pintura do MMSR.
Promovida pelo Museu Nacional Machado de Castro (MNMC) em parceria com o município de Condeixa, o PO.RO.S - Museu Portugal Romano em Sicó e o Plano Nacional das Artes (PNA), com comissariado científico de Fernanda Alves e Pedro Ferrão, a exposição é mais uma iniciativa no âmbito do programa de itinerância “Paredes de Abril”, iniciado em 2024 nos municípios de Mira, Ansião, Figueiró dos Vinhos e Mealhada, que visa a divulgação e partilha da obra do pintor Manuel Filipe, um dos precursores do neorrealismo em Portugal, junto das comunidades locais.
Marcaram presença na inauguração a vereadora da Educação, Olga Brás, que agradeceu a presença de todos e sublinhou a conjugação de vontades entre as várias instituições para que a exposição viesse até à Figueira da Foz e ao Museu Municipal.
Em representação da Câmara Municipal de Condeixa, esteve o vereador Arlindo Jacinto de Matos, que referiu que Manuel Filipe “nos legou uma obra plástica poderosa”, e agradeceu a “todos os parceiros que tornaram possível esta celebração da arte, da memória”.
“Esta exposição já ultrapassou as nossas melhores expectativas. Tem permitido aproximar diferentes públicos da criação artística e do legado histórico de quem lutou pela liberdade através da arte”, frisou o autarca condeixense.
A Chefe de Divisão Museu e Núcleos do Município da Figueira da Foz, Manuela Silva, sublinhou a importância de, através do PNA, “reforçarmos a nossa ação junto da comunidade escolar. “É isso que nos move, é uma das nossas maiores missões, por vezes a mais difícil”, referiu.
A dirigente municipal destacou a relevância das parcerias, e defendeu que “quanto mais redes formos fazendo dentro da rede existente, só estamos a criar novas dinâmicas e a abrir novos caminhos culturais.”.
Manuela Silva deixou um convite à visita às duas exposições patentes no MMSR, de dois pintores nascidos apenas com nove anos de diferença, João Reis e Manuel Filipe, “ambos ligados à Figueira da Foz” e cujos trabalhos artísticos permitem “fazer aqui [no Museu] um circuito na História da Arte portuguesa.”
A Diretora do MNMC, Sandra Saldanha, sublinhou o reforço da itinerância da exposição através da “parceria mais solidificada com o MMSR e com o Município da Figueira da Foz” que, em sua opinião, “traz um novo fôlego e vai reforçar o impacto desta exposição”.
Num momento em que o MNMC se encontra encerrado, Sandra Saldanha deu ênfase à importância de “sairmos fora de porta, levarmos o museu aos públicos” e que “o museu [Machado de Castro] está de portas abertas a todas as articulações que possam vir a ser pensadas” com outras instituições.
Sandra Saldanha dirigiu-se a alunos e professores presentes. “Esta exposição é-vos destinada”, esperando que sirva para que todos possam refletir.
António Cerdeira, coordenador intermunicipal do Plano Nacional das Artes na região de Coimbra, sublinhou a importância da rede estabelecida entre Museus, Escolas, Agrupamentos e Autarquias, assim como da exposição para reforçar a dimensão dos agentes culturais, dos museus, como territórios educativos”.


