Centro de Artes e Espectáculos com três novas exposições
Abriram ao público este sábado, dia 2 de agosto, três novas exposições no Centro de Artes e Espectáculos, com entrada gratuita.
A Sala Zé Penicheiro respira agora uma energia renovada com a segunda exposição do ciclo que, até 30 de agosto, apresenta ao público uma coleção vibrante de pintura, escultura e cerâmica, assinada pelos talentosos artistas associados da Magenta. Cada obra é um diálogo entre materiais, formas e expressões únicas — um testemunho da diversidade que os move.
As exposições que integram este ciclo resultam de uma residência artística que é um espaço vivo de encontro, onde técnicas e visões se entrelaçam, e onde a arte flui sem fronteiras.
Na sala 3, até 28 de setembro, “Criatividade Esquecida” abre as portas a um universo de sonhos, símbolos e memórias adormecidas. A mostra reúne 50 obras de ALS, criadas ao longo de uma década, onde o figurativo se dissolve em paisagens oníricas, e o real se mistura com o irreal.
Cada desenho é uma viagem: técnicas mistas (canetas, lápis de cor, aguarelas, colagens) dão vida a composições que desafiam a lógica, convidando o público a mergulhar no subconsciente. É arte que não se explica— sente-se, vive-se.
Já na Sala de Ilustração, até 28 de setembro, com “Depois da Flor”, celebra-se o começo de uma jornada que se desdobra entre traços, cores e narrativas. Mais do que uma exposição, a mostra é um diálogo entre dois momentos fundamentais no percurso artístico de Tomás Caleia Azul (Caleiazul).
A primeira semente brotou com as ilustrações da obra “A Maior Flor do Mundo”, de José Saramago, projeto que marcou o término do seu curso em Artes Visuais na Escola Secundária Joaquim de Carvalho (2022). A segunda desabrocha nos registos íntimos dos seus Diários Gráficos, criados durante os últimos dois anos no curso de Artes Plásticas – Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Cada linha, cada mancha, cada página em exposição guarda um fragmento desse crescimento—entre a precisão da ilustração e a liberdade do sketchbook.


