.
Inaugurado troço da Eurovelo 1 que liga os municípios da Figueira, Cantanhede e Mira
A avenida do Brasil, na Figueira da Foz, foi o terceiro e último ponto de paragem do passeio inaugural da secção 23 da Rota Ciclável da Europa: EuroVelo 1 – Rota da Costa Atlântica, que se realizou este sábado. Um percurso de 47 quilómetros, que teve início na Praia de Mira, passou pela Praia da Tocha e foi percorrido por 150 participantes.
O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, anfitrião da cerimónia de encerramento do programa da inauguração da via ciclável, recebeu a comitiva que integrou os presidentes das câmaras de Mira e Cantanhede, Artur Fresco e Helena Teodósio; o presidente e o secretário executivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Emílio Torrão e Jorge Brito; o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado; e representantes de outras entidades públicas.
Pedro Santana Lopes sublinhou a importância da Eurovelo, mas não esqueceu a necessidade de reforçar a ligação ferroviária a Coimbra. “É muito importante a ciclovia, mas é muito importante também termos uma ligação ferroviária como deve ser”, advogou o autarca.
O mesmo referiu a curiosidade de a Figueira ter na zona da Eurovelo “duas ciclovias que alternam: a da natureza, que atravessa o areal, e a parte urbana “que ficou concluída há cerca de dois meses e que se não tivesse sido concluída não estava aqui a ciclovia completa”, frisou.
O autarca lembrou ainda que se encontra por concluir uma parte, a sul do concelho - a ponte do Alqueidão, mas que conta, muito em breve, que a mesma tenha início.
Pedro Santana Lopes frisou que a Eurovelo é “motivo de orgulho muito grande” e parabenizou quem o antecedeu, mas “principalmente os que vierem depois de nós”. “Que saibam usufruir muito bem disto que estamos a fazer para todos”, referiu.
Jorge Brito fez uma breve apresentação da rota, “uma infraestrutura que se enquadra na estratégia do Turismo Nacional” e da região e que “permite a valorização conexa com outros produtos, como a gastronomia, o enotorismo”, bem como representa uma ajuda numa “dimensão que é crítica”, a sazonalidade.
Emílio Torrão sublinhou que a Eurovelo foi um “projeto que sempre foi estruturante para a Comunidade Intermunicipal, uma vez que se enquadra naquilo que a entidade considera o futuro, que “passa pelas formas de mobilidade suave.”
O presidente da CIM RC enfatizou a vontade, a resiliência e a visão estratégica dos autarcas envolvidos, que “deram muito de si para que este espaço fosse uma realidade a tempo”.
“Nós estamos a fazer história, a fazer futuro. Nós estamos na dianteira”, referiu Emílio Torrão.
Pedro Machado salientou que “a indústria do turismo é de pessoas para pessoas”. “Pessoas que queremos atrair, pessoas de outras paragens que queremos trazer cada vez mais para os nossos territórios”, referiu.
O governante sublinhou que “a Eurovelo é uma malha linfática que faz com que os nossos territórios possam estar ligados”, que contribuí para a mobilidade suave, para a descarbonização, que “são absolutamente estruturantes para podermos continuar a captar pessoas”, assinalou.
A EuroVelo 1, conhecida como a Rota da Costa Atlântica, é uma rede de ciclovias, um projeto da Federação Europeia de Ciclistas, que se estende desde o Cabo Norte da Noruega até Sagres, em Portugal, percorrendo o Reino Unido, República da Irlanda, França e Espanha, com mais de 45 mil quilómetros.
A Rota da Costa Atlântica percorre o litoral português e encontra-se dividida em 30 secções, 10 das quais localizadas na Região Centro.


