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Investimento, competitividade e a “Nova Figueira” em destaque no 190º aniversário da ACIFF
Decorreu ao final da tarde de ontem, dia 21 de maio, no auditório do edifício da Administração do Porto da Figueira da Foz, a sessão solene do 190.º aniversário da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF).
A presidente da direção da ACIFF, Vitória Abreu, que abriu a sessão salientou o “duplo sentido”, histórico e de atualidade” para que a celebração se realizasse naquele local. Histórico, pela ligação dos fundadores da ACIFF e a ligação da Associação, durante décadas, à atividade marítimo-portuária. De atualidade, pelo “movimento de volta ao mar e às suas especificidades e que trazem o mar à ordem do dia”.
Vitória Abreu, enfatizou a história da ACIFF, “longa, que nos acompanha, nos orgulha e nos ensina” e salientou que “continuamos curiosos e atentos a esta nova dinâmica, como há dois séculos”. Temos de perceber o presente para preparar o futuro”, referiu.
O presidente do conselho de administração do Porto da Figueira da Foz, Eduardo Feio, sublinhou que a “história do porto confunde-se com a da ACIFF”, a terceira associação comercial mais antiga de Portugal.
Eduardo Feio referiu-se aos desafios que “estamos a tentar atingir “para a estratégia e competitividade do porto, e também do papel “importante” dos portos do Centro para o desenvolvimento da Região, que se pretende que se “afirme cada vez mais como um espaço de grande qualidade de vida e grande dinamismo económico, bem como “um centro associado ao Centro Ibérico”, um “mercado forte que tem de ser potenciado”. O mesmo enfatizou ainda o apoio que a administração do porto tem tido por parte da Comunidade Portuária, do Município e até do poder central.
Seguiu-se um espaço de debate subordinado ao tema «Desafios ao Desenvolvimento Local – O papel das forças vivas da região», moderado pelo jornalista José Manuel Portugal, o painel foi composto por Alexandra Rodrigues (vice-presidente da Comissão de Coordenação da Região Centro), Pedro Santana Lopes (presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz), Amílcar Falcão (reitor da Universidade de Coimbra) e José Couto (presidente do Conselho Empresarial do Centro).
Alexandra Rodrigues anunciou que dos 28 projetos-piloto que o Programa Regional de Ordenamento do Território (PROT) do Centro aprovou, sete são da Figueira da Foz.
Por seu lado Pedro Santana Lopes deu nota dos inúmeros investimentos em curso e dos que estão previstos realizar, quer pela autarquia quer por privados e que darão forma à “nova Figueira”, de que tem vindo a falar.
Já Amílcar Falcão, enfatizou que “a Universidade de Coimbra é uma universidade de investigação”, e que tanto o Campus da Figueira da Foz, como o Marefoz a SeaPower espelham essa visão.
José Couto frisou a importância do Porto da Figueira da Foz “, a seu ver “um catalisador do desenvolvimento económico da região, ao qual sublinhou que a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra não dá a “devida importância”.
A sessão foi encerrada pelo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, que sublinhou a importância de: “Estarmos à altura para sabermos proporcionar um futuro melhor a quem venha depois de nós “.
Pedro Santana Lopes lembrou que a “Figueira da Foz tem de sair dos debates crónicos do porto, do vento que leva a areia” e estar à altura das “oportunidades fantásticas” que tem entre mãos.
O mesmo recordou que o próprio Governo já reconheceu que “Região de Coimbra é, hoje em dia, a mais prejudicada, a mais esquecida, a menos privilegiada no todo do território nacional”, e pediu a todos para estarem à altura das “responsabilidades que nos são entregues”.
Marcaram presença na sessão representantes de diversas instituições civis e militares, bem como do tecido empresarial local e regional.
A sessão marcou o início do programa que assinala o 190º aniversário da ACIFF, integra ao longo de 2025 diversas iniciativas, nomeadamente debates, workshops, e terminará a 15 de maio de 2026 no Casino Figueira.


