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Dia Internacional de Monumentos e Sítios assinalado com reflexão sobre património em risco e compromisso com novos públicos.
O Município da Figueira da Foz assinalou, no passado sábado, 12 de abril, no Mosteiro de Santa Maria de Seiça, o Dia Internacional de Monumentos e Sítios, com uma conversa aberta em torno do património ameaçado por guerras e desastres naturais.
A sessão, que levou ao Monumento Nacional sito na freguesia do Paião cerca de 40 pessoas, contou com uma introdução de Maria da Conceição Lopes, arqueóloga e professora da Universidade de Coimbra com vasta experiência em contextos de património em risco, no Médio Oriente ou em África, que centrou a sua intervenção no papel que os cidadãos e as comunidades podem ter na preservação e na valorização dos bens culturais: mais que ativos turísticos, que sejam elementos essenciais na construção de uma identidade local, nacional ou universal, como é o caso dos monumentos classificados pela UNESCO.
Seguiu-se um período de vivo debate e troca de ideias, tendo os participantes, incluindo a ex-secretária de Estado da Cultura Maria de Lurdes Craveiro, igualmente docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, realçado, entre outras questões, a necessidade de captar e mobilizar novos públicos para estes testemunhos materiais e imateriais do passado, desde logo o público escolar, sensibilizando para a história do seu território mas também para a salvaguarda destes «guardiões da memória».
Da parte do Município ficou a promessa, pela voz de Sónia Pinto, Chefe de Divisão de Monumentos Históricos, de aprofundar esse caminho de articulação com as escolas e com as camadas mais jovens, seja no Mosteiro de Seiça, na Casa do Paço e no Paço de Maiorca, cuja reabertura ao público está a ser preparada para breve.


