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Rally De Portugal de 2025 será a melhor edição de sempre alguma vez feita na Região Centro
O contrato-programa de desenvolvimento desportivo que estabelece os termos de passagem do Vodafone Rally de Portugal pela região centro foi assinado na passada quarta-feira, dia 26 de fevereiro, na Casa do Paço, na Figueira da Foz, pelos municípios do Centro de Portugal que acolhem a icónica prova automobilística, a Turismo Centro de Portugal (TCP) e o Automóvel Club de Portugal (ACP).
A 58.ª edição da prova decorre de 15 a 18 de maio, com os dois primeiros dias a serem disputados no Centro de Portugal. Águeda, Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga, os três novos concelhos que integram o percurso, recebem duas classificativas estreantes., o que, segundo a TCP "reforça ainda mais a ligação histórica entre o Rally de Portugal e o Centro de Portugal e consolida a região como um dos grandes palcos do automobilismo mundial".
A cerimónia de partida terá lugar em Coimbra, dia 15 de maio, seguindo-se a superespecial urbana da Figueira da Foz, que marca o início da competição.
No segundo dia, 16 de maio, a festa do rally vai-se fazer sentir nas classificativas de Lousã, Góis, Arganil e Mortágua, na Região de Coimbra. Os automóveis aceleram depois rumo à Região de Aveiro, onde os dois novos troços, Águeda/Sever do Vouga e Sever do Vouga/Albergaria-a-Velha prometem trazer ainda mais emoção e espetacularidade à prova.
Durante a cerimónia, Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, referiu que a Figueira “gosta de fazer parte desta equipa, deste grande projeto”, e enfatizou que "o arranque a sério do Rally é na Figueira da Foz”.
O autarca louvou o presidente do ACP, Carlos Barbosa, pela sua "enorme capacidade empreendedora e pela sua fantástica capacidade de realização" e agradeceu à instituição "pela honra que nos dá".
O Rally de Portugal é um evento que tem um custo total de cerca de três milhões e meio de euros. Para o município da Figueira da Foz, onde a competição “arranca oficialmente”, com a realização da Super Special Stage, a prova representa um encargo financeiro de 300 mil euros (apoio financeiro), a que acresce o apoio logístico.
Na sua intervenção, Anabela Freitas, vice-presidente da TCP, considerou que esta entidade "só poderia apoiar o Rally de Portugal, por várias razões". "A primeira razão é que o Rally de Portugal está no ADN de quem nasceu na região Centro, independentemente do concelho. Eu sei que o Rally é de Portugal, mas as melhores etapas estão aqui no Centro", salientou.
Anabela Freitas destacou também o impacto positivo do Rally de Portugal no turismo. "Um dos grandes desígnios da Turismo do Centro é aumentar o número de estadas no nosso território. Em 2024, a estada medida do turista durante a prova foi de 1,8 noites na nossa região, um número acima da média anual. Com a entrada de três novos concelhos, estou certa de que o impacto será ainda maior", frisou. A mesma acrescentou que "os países que são impactados pelas imagens do Rally, nomeadamente nas transmissões televisivas, são os países emissores de turismo para a região Centro. Por tudo isto, espero que a parceria entre a TCP, o ACP e os municípios da região Centro continue por muitos anos e que o Rally de Portugal continue a ser uma marca mundial associada à marca Centro de Portugal".
Já Carlos Barbosa, presidente do ACP, realçou o crescente protagonismo do Centro de Portugal no evento: Cada vez mais, o Rally de Portugal está no Centro. O difícil é termos dias suficientes para incluir tantos troços no Centro. Agradeço às câmaras municipais e à TCP (…). Sem vocês, seria impossível haver Rally de Portugal.”
O mesmo agradeceu “também a todas as pessoas da região, que nos recebem com muito carinho” e frisou que “os troços aqui têm sempre muito público e muita segurança, o que é muito importante."
Carlos Barbosa considerou que “vai ser um Rally muito bom, com troços novos e com algumas mudanças nos troços já existentes” e manifestou-se crente "que vai ser o melhor Rally de sempre até hoje feito na região Centro".
Assinaram o contrato-programa, além do anfitrião, Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Anabela Freitas da TCP, Carlos Barbosa e João Mendes Dias do ACP e os autarcas representantes dos municípios da região envolvidos: Jorge Almeida (Águeda), António Loureiro (Albergaria-a-Velha), Luís Paulo Costa (Arganil), Rui Sampaio (Góis), Ricardo Pardal (Mortágua), Pedro Lobo (Sever do Vouga), Francisco Veiga (Coimbra) e João Santos (Lousã).


