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Empreitada de melhoria das acessibilidades marítimas e infraestruturas do porto da Figueira da Foz é vital para o desenvolvimento da região
Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, marcou presença na tarde da passada sexta-feira, dia 24 de janeiro, na cerimónia de assinatura do auto de consignação da empreitada «Melhoria das Acessibilidades Marítimas e Infraestruturas do Porto da Figueira da Foz», realizada nas instalações do Porto da Figueira da Foz, no cais comercial, a qual foi presidida pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
A empreitada, consignada à empresa Mota Engil pelo valor de 21,9 milhões de euros, deverá estar concluída em maio de 2026. Para a concretização da mesma foi formado um consórcio. Assim será financiada pela União Europeia (9,1 milhões de euros), pela administração portuária (8,4 milhões de euros), por privados e utilizadores do porto da Figueira da Foz - Celbi, The Navigator Company, Yilport e Operfoz (4,4 milhões de euros).
Eduardo Feio, presidente da administração do porto de Aveiro / Figueira da Foz apresentou as obras previstas efetuar, as quais considera terem “caraterísticas muito próprias”, não na forma como irão ser executadas, mas pela forma a que se chegou à sua consignação, através da constituição de um consórcio.
A empreitada incluí obras de aprofundamento do canal de navegação, da barra e da bacia de manobras, que vão permitir aumentar o calado, de 6,5 metros para oito metros. Assim, o comprimento dos navios que poderão passar a operar no porto passará de 120 para 140 metros. Será ainda construído um pontão para rebocadores e mais meio hectare de cais. Em termos de retirada de areias está previsto um milhão de metros cúbicos, que será depois depositado a sul da barra. Já a norte da mesma será depositado o calcário.
Gonçalo Vieira, presidente da Comunidade Portuária da Figueira da Foz, considera que a obra é “fundamental para o desenvolvimento do porto”, o qual considera ter a “melhor predominância exportadora dos portos de Portugal”.
Por seu lado, Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, elogiou a administração portuária, a qual considera que tem sido “exemplar” no relacionamento com o município, e lembrou que este investimento era há muito esperado e que é “vital para o desenvolvimento desta economia”, até da “vertente turística”.
“As pessoas ignoram muitas vezes em Lisboa, no centro de decisão, o que é o tecido industrial aqui deste concelho, desta região”, frisou Pedro Santana Lopes, para quem esta infraestrutura não contribui apenas para o desenvolvimento económico do concelho, mas também para o da região centro.
O autarca figueirense aproveitou, uma vez mais a presença de um elemento do Governo, para salientar a situação de ostracização de que tem sido alvo a região centro por parte do poder central, uma opinião validada pelo ministro das Obras Públicas e Habitação, Miguel Pinto Luz: “Do meu ponto de vista a região mais esquecida […], alvo de décadas de indecisão, […] já que o Alentejo teve um grande investimento público que está a ser regenerador e transformador.”
Miguel Pinto Luz, mostrou-se muito frontal e sem meias palavras, e referiu que esteve para não marcar presença na cerimónia, mas veio porque, Pedro Santa Lopes, que “percebeu a importância deste momento “e “defendeu os interesses e abraçou a região como um todo”, lhe fez que perceber que é “importante a presença do governo neste momento”.
O governante deu os parabéns a todos “por este passo” e salientou que o investimento de 22 milhões de euros “num porto como o da Figueira da Foz” “tem um impacto absolutamente incomensurável”. O mesmo afirmou que o Governo está a preparar o investimento em infraestruturas “numa perspetiva integrada” e que nessa visão os “portos são as âncoras para todo o sistema Infraestrutural e logístico do país.”
Miguel Pinto Luz referiu que, de facto, os portos, não são “os temas mais sexys desta pasta […] mas um país de mar, um país que nasce e descobre o mundo, que cria a globalização, porque foi aqui criada […] e que anda há anos a falar de plataformas continentais e mar […] depois não o coloca na prioridade máxima das suas políticas públicas e infraestruturas.”


