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Município e Águas da Figueira assinaram 'novo ciclo da água' para o concelho
A nova versão do 4.º aditamento ao contrato de Concessão da Exploração do Sistema de Captação, Tratamento e Distribuição de água e do Sistema de Recolha, Tratamento e Rejeição de Efluentes do Concelho da Figueira da Foz foi votada na reunião de câmara do dia 08 de novembro, tendo sido aprovada com os votos a favor do presidente da autarquia, dos vereadores do executivo municipal e da vereadora do Partido Socialista, Glória Pinto.
Na passada quinta-feira, dia 14 de novembro, realizou-se uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal, que teve como ponto único a votação do 4.º aditamento ao contrato de concessão dos serviços de água e saneamento. Na generalidade, o sentido de voto dos deputados municipais foi igual ao verificado na sessão de fevereiro, na qual havia sido aprovada a primeira versão do documento.
O aditamento ao contrato foi assinado ontem, dia 15 de novembro, na sede da Concessionária. O documento materializa modificações contratuais: prolonga o período de concessão por mais 12 anos, terminava em 2029 passa a terminar e 2042; altera o Plano de Investimentos até ao montante global de 12 milhões de euros; aumenta quase para o dobro a verba para conservação das infraestruturas, passando para 750 mil euros anuais; aumenta a renda mensal do edifício sede da empresa Águas da Figueira, que passa de 2.700 euros mensais para 10.000 euros; garante a não aplicação de aumentos extra dos tarifários, pelo contrário reduz a tarifa em alguns segmentos tarifários, por forma a aliviar o orçamento familiar e proteger os mais desfavorecidos. O aumento do tarifário que vier a ocorrer resultará da atualização do mesmo, em linha com a taxa de inflação.
A renegociação da concessão permitiu, ainda no ano passado, a não aplicação de um aumento de 13%, previsto para o tarifário de 2024.
Para os responsáveis pela Concessionária este aditamento poderá ser considerado “um novo ciclo da água” que traz pela frente desafios muito grandes, mas para as quais creem ter ferramentas.
“Temos as ferramentas para cuidar da Figueira, para sermos os olheiros do ambiente no concelho”, frisaram.
Pedro Santana Lopes lembrou a forma como foi materializada a primeira concessão, em 1999, que considerou “uma história de sucesso” e questionou “se alguém, mesmo quem não vota a favor delas [das decisões] ou vota contra, se estivesse nestas cadeiras, seria capaz de não assinar este contrato. Pois estaria a dar ao seu concelho um destino de continuidade de carência em matérias fundamentais.”
“Vivemos num tempo mais extraordinário que há 25 anos. Não nos podemos atrasar. Nós queremos Figueira da Foz Cidade Inovação”, frisou Pedro Santana Lopes que manifestou a vontade de “que a Figueira viva em procura do saber permanente”.
“Inovação e investigação, são palavras-chave para a nossa vida comunitária", advogou o autarca.


