.
Câmara e Assembleia Municipal dão luz verde à Ponte Eurovelo e ao Pavilhão Multiusos
Foi aprovada, por unanimidade, na reunião de câmara extraordinária de 19 de julho, a construção da nova ponte sobre o Mondego, entre o Alqueidão e Vila Verde, e de um pavilhão multiusos na cidade, duas obras que a oposição, pela voz da vereadora Diana Rodrigues (PS), considerou fundamentais.
As propostas do executivo camarário (FAP/PSD), com um custo estimado de cerca de 18 milhões de euros, foram, entretanto, aprovadas na sessão da Assembleia Municipal da passada quarta-feira, com a abstenção da CDU.
Na reunião de câmara extraordinária, o presidente da câmara, Pedro Santana Lopes, deu nota das diligências efetuadas junto do Governo, no sentido de obter garantias de financiamento para a concretização de ambos os projetos. Para a construção da ponte ciclável sobre o Mondego, um projeto que resgatou do anterior executivo e que tem um custo estimado de cerca de sete milhões de euros, salientou que o devolveu à Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC) por se tratar de uma obra que beneficia não só o concelho da Figueira, mas concelhos como Pombal, Montemor-o-Velho e Soure e que não pode nem deve ser suportada apenas pelo município da Figueira da Foz. O presidente da autarquia frisou que a CIM garantiu solidariedade para com a decisão que o município venha a tomar.
Assim a maior fatia do investimento na ponte deverá ser cofinanciada por Fundos Comunitários e pelo Fundo Ambiental, ficando o município com a fatia mais pequena, o que se traduzirá numa reduzida taxa de esforço.
Já no que respeita ao pavilhão multiusos, que necessitará, só para área de implantação, de um terreno na ordem dos 5500 a 6000 m2, o município espera contar um cofinanciamento de 60%. Caso não venha a ser possível a existência de cofinanciamento, Pedro Santana Lopes, garantiu que, tendo em conta a evolução da receita municipal o município está em condições de assumir a totalidade do investimento sem ter de recorrer à banca, no entanto a capacidade de investimento do município será, certamente, afetada.
O presidente da câmara afirmou que não existe ainda uma decisão quanto ao local onde será construído o pavilhão, que servirá eventos desportivos e culturais e que terá uma lotação máxima para mais de 8 mil pessoas.
Pedro Santana Lopes anunciou nesta reunião de que o município pretende alienar património para financiar a ponte e o pavilhão, nomeadamente o Palácio Conselheiro Branco, em Maiorca, e um lote de terreno na freguesia de São Pedro.
As condições e venda para alienação do Palácio Conselheiro Branco foram um dos pontos da agenda da reunião de câmara de 26 de julho, mas, dado que a alienação do imóvel levantou muitas reservas por parte da oposição (PS), o ponto foi retirado e voltará à ordem do dia, em setembro.
Pedro Santana Lopes salientou que a recuperação do imóvel pelo município, um investimento que se estima em dois milhões e quatrocentos mil euros, é um valor elevado tendo em conta o valor da avaliação do mesmo, cerca de 400 mil euros e as condicionantes que a sua estrutura colocam ao uso, pois não é nada adequada a um equipamento, por exemplo de serviços.


