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Município evoca Mário Soares, um homem que tinha a “democracia nas entranhas”
Decorreu ontem, dia 07 de dezembro, pelas 18h30, no Centro de Artes e Espectáculos (CAE), no âmbito das Comemorações do Centenário do Nascimento de Mário Soares, a inauguração da exposição “100 Anos – 100 Fotografias - Democracia”, da autoria de Alfredo Cunha - fotógrafo oficial de Mário Soares durante os seus dois mandatos como Presidente da República (1986 a 199), que ficará patente ao público nas salas 2 e 3, até dia 31 de dezembro de 2024, com entrada gratuita.
Alfredo Cunha para além de relembrar alguns dos muitos episódios, caricatos e divertidos, que viveu com Mário Soares, agradeceu ao Município o trabalho realizado para concretizar num curto espaço de tempo a exposição, cuja lógica a equipa do Departamento de Cultura e Turismo rapidamente percebeu e que levou a um trabalho “extraordinário”.
No momento que antecedeu a abertura oficial da exposição, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, António Campos e Carlos Beja usaram da palavra no Jardim Interior do CAE, numa cerimónia simbólica de apresentação do Programa das Comemorações do Centenário do Nascimento de Mário Soares.
Os três oradores foram unânimes nos elogios ao Homem e ao Político, que enalteceram enquanto figura notável e emblemática “de convicções”, com uma grande “capacidade de sonhar o dia seguinte”.
António Campos descreveu-o com um “Homem do mundo, que amava a vida, a liberdade, o confronto político”, que tivemos o prazer de ter na liderança do país e que ajudou a consolidar a democracia.
Mário Soares tinha uma forte ligação "à Figueira da Foz e, particularmente, a Buarcos", lembrou Carlos Beja.
Já Santana Lopes disse sentir-se “pequeno “perante pessoas que “têm tantas memórias” com Mário Soares, contudo não deixou de se confessar um admirador de um homem que “defendeu muito Portugal e fez muito por este país”.
“A Liberdade e ele [Mário Soares] são indissociáveis”, enfatizou o edil figueirense que lembrou ainda a capacidade de um homem que tinha a “democracia nas entranhas” de ia à luta “sem preconceitos, quando as causas são meritórias, quer se ganhe quer se vá perder.”
A terminar a sua intervenção Santana Lopes manifestou aos presentes a necessidade de termos “de inalar exemplos” como o de Mário Soares “para ter forças para lidar com tempos como estes que vivemos”.
Após as intervenções teve lugar um momento performativo (poesia e dança) “Dois corpos, duas vozes, duas figuras”, por Bernardo Beja e Rita Carpinteiro.
Foram várias e diversas as entidades civis e militares que marcaram presença neste evento que abriu, oficialmente, o Programa Comemorativo do Centenário do Nascimento de Mário Soares, do qual constam várias sessões do projeto «5as de Leitura» com convidados como Maria João Avillez, José Manuel dos Santos, Sérgio Sousa Pinto, Eduardo Barroso, David Castaño; com os colóquios «Mário Soares e a luta contra a Ditadura – do MUD a Santa Apolónia» e «De Santa Apolónia a Belém- o legado de Mário Soares-A LIBERDADE, SEMPRE A LIBERDADE!»; com sessões de «Terças com Poesia»; um ciclo de cinema português e francês com curadoria de Mário Barroso e várias mostras documentais e fotográficas a realizar na Biblioteca e Museu Municipais.


