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Município tem de dar o exemplo quando se trata de investigação, afirma Santana Lopes perante mais de duas centenas de investigadores
Teve ontem início, quarta-feira, dia 29 de novembro, pelas 14h30, no Auditório João César Monteiro, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, o Encontro MARE 2023, que reúne durante dois dias mais de duzentos dos seiscentos investigadores que integram as sete Unidades Regionais de Investigação MARE.
A sessão de abertura contou com a presença de Pedro Raposo de Almeida, Diretor do MARE, que fez um breve resumo do trabalho levado a cabo nas Unidades Regionais de Investigação (URI).
Pedro Raposo de Almeida salientou que o MARE tem “provas dadas”, “produz cientistas de elevadíssima qualidade”, “capital humano de elevadíssimo valor, cobiçado” por outras entidades, o que no seu entender é “motivo de orgulho”, uma vez que levam o espírito do MARE, a sua “conduta e ética” para outras unidades de investigação. O mesmo enalteceu a qualidade dos investigadores e dos projetos que desenvolvem, dando nota que produzem mais que 1 artigo internacional por dia, têm em curso, por ano, trezentos projetos e que nos últimos três anos foram defendidas centro e cinqueta teses de doutoramento.
O Reitor da Universidade de Coimbra (UC) fez-se respresentar por Miguel Pardal (responsável pela oferta formativa do novo CAMPUS Universidade de Coimbra da Figueira da Foz), que salientou a importância do movimento que a UC está a levar a cabo ao instalar um Campus na Figueira da Foz, onde se espera ter todas as áreas de saber, com licenciaturas e mestrados já a partir do próximo ano letivo, em instalações onde serão lecionadas quer a parte pedagógica e quer a científica.
Miguel Pardal enfatizou que a UC conta com todos, e que “todos precisamos uns dos outros”.
Já o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, agradeceu a presença de todos e manifestou-se honrado pela escolha da Figueira da Foz para o Encontro do MARE e frisou que “esperamos muito“ da decisão que “consideramos sábia” da UC em “alargar o seu raio de ação” à Figueira da Foz.
Santana Lopes referiu que “nenhuma instituição deve viver sem procurar novos horizontes, novo saber” e que deve ter “o core bem definido e ativo”. O edil enfatizou que a Câmara “tem de dar o exemplo” quando se trata de investigação. É o que está a fazer, ao criar uma Unidade de Investigação na área das alterações climáticas no imóvel designado por Abrigo da Montanha, localizado em plena Serra da Boa Viagem.
Ao realizar o Encontro deste ano do MARE na Figueira da Foz, a Direção da pretendeu “realçar o trabalho de proximidade com a comunidade, em particular desde 2016 com a instalação do laboratório MAREFOZ na cidade, assim como reforçar o seu compromisso de contribuir ativamente para os desafios que se avizinham, nomeadamente na instalação de parques eólicos offshore, tendo o MARE já iniciadas conversações para o estabelecimento de uma parceria com uma potencial empresa instaladora.”
Além do Concelho Científico, o evento “contará com diversos momentos de formação com muitos temas que vão desde o lixo marinho a dicas para concorrer a financiamentos ou a comunicar com os media e atividades na cidade. "MARE de Histórias com crianças, jovens ou idosos" no Centro Social da Cáritas da Leirosa é uma delas, é uma visita à exposição "O Mar é a nossa Terra", acompanhada por Eurico Gonçalves da Associação de Desenvolvimento +Surf, que cartografa e apresenta as contradições existentes entre a terra e o mar. E ainda uma visita guiada ao Laboratório MAREFOZ, uma infraestrutura de investigação e transferência de conhecimento da Unidade Regional de Investigação da Universidade de Coimbra.


