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Noite Europeia dos Investigadores aproxima investigadores e cidadãos
O Município da Figueira da Foz associa-se à comemoração da Noite Europeia dos Investigadores (NEI) e promove, dia 29 de setembro, no Meeting Point, na Praceta Ledesma Criado, entre as 21h00 e as 00h00, um conjunto de atividades gratuitas, direcionadas a público em geral e famílias com crianças. A celebração conta com uma forte colaboração da Universidade de Coimbra através dos investigadores do Laboratório MAREFOZ do MARE-Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.
Subordinada ao tema «Ciência para todos, sustentabilidade e inclusão», a NEI é uma iniciativa financiada pela Comissão Europeia no âmbito do programa Horizonte 2020, Ações Marie Skłodowska-Curie (MSCA). Tem como objetivo aproximar investigadores e cidadãos e, na Figueira da Foz, será preenchida por atividades nas áreas da biologia, arqueologia náutica e subaquática, alterações climáticas, sustentabilidade ambiental e astronomia.
O Núcleo do Mar dinamiza «Um Mar de Ciência», um conjunto de experiências inspiradas no mar. «Pitadas de Ciência» é a proposta do projeto Quinta Ciência Viva do Sal, numa colaboração entre o Município, o MARE-Universidade de Coimbra (Laboratório MAREFOZ), a Agência Ciência Viva e o Vilvite Science Bergen Centre, com o apoio do programa EEAGrants. Dará a possibilidade de conhecer o futuro da Salina Municipal Corredor da Cobra, descobrir os segredos do sal, realizar experiências com a água, conhecer as plantas e animais que habitam as salinas, e “criar” sal diferenciado.
Entre as 21h00 e as 22h00 haverá «Speed Dating com alunos de Doutoramento do MAREFOZ» com quem os participantes poderão conversar de forma informal ficando a conhecer o dia-a-dia de um investigador. Quem tem interesse em saber como «Poderemos melhorar a pegada ecológica do SOMNI?» não poderá deixar de marcar presença, pois os investigadores que seguem, desde 2018, o rasto ao lixo deixado na praia após o festival e fazem o rastreio de quais os itens mais frequentes, vão mostrar como esta informação poderá ajudar a tomar decisões para o futuro.
No âmbito do LIFE Adaptablues, projeto de investigação financiado pelo Programa LIFE, o Município e o MARE-Universidade de Coimbra vão apresentar várias propostas de atividade que visam demonstrar que a conservação e restauração de ecossistemas estuarinos é uma estratégia eficiente para melhorar a adaptação às alterações climáticas nas áreas costeiras da costa atlântica europeia. Com o mote «Sapais: Da Arqueologia às Alterações Climáticas», os investigadores vão mostrar como é que a vegetação de sapal pode contribuir para uma melhor adaptação às alterações climáticas, principalmente face à subida do nível do mar, a eventos extremos e no controlo do clima. Os curiosos pela área da Arqueologia irão perceber «Qual a função da Arqueologia Náutica?» o seu papel no projeto LIFE Adaptablues, e ter contacto com alguns artefactos arqueológicos. «Alterações Climáticas - Vamos aprender a brincar?» será um espaço dedicado ao público infantil que, de forma lúdica, mas pedagógica, irá aprender muito sobre as alterações climáticas. Mas o público mais adulto também terá um momento de reflexão sobre o que são as alterações climáticas, que tipo de medidas podemos implementar para lhes fazer face e de que forma cada um de nós pode marcar a diferença para esta mudança.
«A vigiar as nossas águas…» pretende explicar o que é a monitorização ambiental, para que serve, e como é feita a monitorização da água e dos sedimentos em ambientes costeiros. Esta atividade vai permitir ao público conhecer o trabalho que os investigadores fazem desde os anos 80 do século XX no estuário do Mondego. Os participantes terão a possibilidade de manusear equipamentos de campo utilizados para recolha de amostras e material utilizado na identificação de espécies, em particular, de macroinvertebrados bentónicos.
A Escola do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico Dr. Pedrosa Veríssimo e o Museu Municipal Santos Rocha vão por todos a olhar para as estrelas e planetas com o «Planetário».
E os que acham que as algas só servem para o sushi, vão pensar duas vezes. O projeto de investigação VALSAR, do MARE-Universidade de Coimbra, que se debruçou sobre novas formas de valorização do sargaço (conjunto de algas), irá dinamizar a atividade «Macroalgas Got Talent», mostrando que afinal há diferentes tipos de algas marinhas da nossa costa, só temos de saber como as distinguir, e conhecer os “talentos” que escondem.


