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«A coccinella perfeita», de António Costa Neves, vence 7.ª edição do Prémio Literário João Gaspar Simões
A edição de 2022/2023 do Prémio Literário João Gaspar Simões, que teve como júri Afonso Cruz, em representação do Município da Figueira da Foz, Maria João de Sousa Martins em representação da Direção Geral do Livro Arquivo e Bibliotecas, e Manuel Frias Martins, em representação da Associação Portuguesa dos Críticos Literários, recebeu 49 obras a concurso.
O júri reuniu no dia 17 de agosto de 2023 e deliberou, por unanimidade atribuir o prémio à obra «A coccinella perfeita», da autoria de António da Costa Neves, também conhecido no mundo literário por E.S. Tagino.
O júri considerou que o "domínio da linguagem e uma assinalável destreza narrativa dão a este romance uma segurança e um alcance que o destacam dos originais a concurso“ e que “O narrador, graças à ingenuidade da sua voz, faz com que o romance tenha uma cadência e um humor muito próprios, aliando ironia e erudição, oferecendo ao leitor uma intriga em que a arte tem um papel importante e muito interessante, aproveitando-se das mais marcantes características do protagonista: a enorme capacidade para detetar padrões e conexões, que é a sua maneira de compreender o mundo apesar das outras limitações impostas pelo transtorno autista que o afeta."
O romance “Narrado na primeira pessoa (...) é a estória divertida e aberta, embora inverosímel, do que se pode considerar o génio criativo. A máscara de um adolescente autista (Jacob) constitui o recurso autoral para um discurso acerca da pintura e dos contraditórios processos de construção da fama no interior do mercado internacional da arte."
Nesta edição não foram atribuídas quaisquer menções honrosas.
Recordamos que o Prémio Literário João Gaspar Simões, instituído em 2009 pela Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF), pretende incentivar a criação literária e dar a conhecer novas obras e autores, assim como contribuir para a valorização e promoção da literatura de qualidade, considerada elemento essencial para o desenvolvimento e enraizamento dos hábitos de leitura e também distinguir tão ilustre personalidade da história literária portuguesa como é João Gaspar Simões, figura grada da literatura nacional, romancista, dramaturgo, editor, crítico e tradutor.
O galardão é bienal, tendo sido atribuídos até à data 5 Prémios:
2010, António Breda Carvalho, com a obra “O fotógrafo da Madeira”
2012/2013, Mário da Silva Carvalho com a obra “Diário de um carbonário”
2014/2015, Silvério Manata, com a obra “A bicicleta do ourives ambulante”
2016/2017, Isabel Rio Novo, com a obra “Madalena”
Em 2018/2019, o júri constituído por Luís Machado, António Tavares e Maria João de Sousa Martins não reconheceram em nenhuma obra a concurso qualidade de escrita a que fosse atribuído o prémio.
2020/2021, Silvério Manata, com a obra “Comboio na Duna”


