Aprovada Obra de Recuperação do Convento de Seiça
Realizou-se, hoje, dia 23 de dezembro, na Casa do Paço na Figueira da Foz, a assinatura do Auto de Consignação da empreitada de “Reabilitação e Consolidação do Convento de Seiça”, localizado na freguesia de Paião, no concelho da Figueira da Foz.
A obra foi adjudicada à empresa Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A. pelo valor de 2,7 milhões de euros (mais IVA), sendo que 85% é cofinanciado pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) e tem um prazo de execução de 24 meses.
A mais antiga referência documental ao mosteiro de Seiça remonta a 1162, não se conhecendo com exatidão a data da sua fundação.
Está classificado como imóvel de Interesse Público desde 2002 (Decreto n.º 5/2002, DR, 1ª série-B, n.º 42 de 19 fevereiro 2002) e em 2004 foi adquirido pelo Município da Figueira da Foz, tendo o primeiro contrato de promessa de compra e venda sido assinado em julho do ano 2000.
O Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, referiu que todos os seus antecessores, deram passos importantes, na medida das suas possibilidades, para que este dia fosse possível. “À anterior Câmara e ao anterior executivo, não quero deixar de fazer uma referência vincada por terem dado continuidade” e que “mais vale tarde do que nunca e vamos salvar o que pode ser salvo”, enfatizou.
Fazendo uma breve apresentação do projeto, o Professor Alexandre Costa, Arquiteto e Professor de História da Arquitetura Portuguesa, proferiu que o “convento sofreu vicissitudes ao longo da sua história, gravíssimas” e que “no Liberalismo, foi vendido a particulares e foi praticamente abandonado e parcialmente destruído”.
Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração da empresa Teixeira Duarte, Manuel Duarte, referiu que é um privilégio “participar no processo de recuperação deste importante património, no ano em que completamos 100 anos de história”, referiu ainda que o objetivo é depositar o melhor “do nosso saber ao serviço deste importante desiderato, superar as expectativas do nosso cliente e dentro de dois anos, cá estaremos para inaugurar a obra”.
Já José Carvalho, Presidente da Junta de Freguesia de Paião, disse que “é uma honra estar aqui hoje para assinalar este momento tão importante para o futuro de Seiça”. Referiu ainda que a generalidade dos antepassados passou, viveu ou trabalhou em Seiça e que foram muitas gerações a assistir à degradação do Mosteiro e que “é com satisfação, alegria e esperança que acompanhamos os recentes desenvolvimentos deste processo extenso”.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), esteve representada pelo Vogal Executivo do Centro 2020, Luís Filipe - “Isto é o culminar de um grande processo para um monumento que vale a pena”, referiu.
Raul Almeida, Vice-Presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC), declarou que “É um dia muito feliz para a região de Coimbra porque a obra faz parte do pacto de desenvolvimento e coesão territorial”.
Em representação da Direção da Associação dos Amigos do Convento de Seiça, José Coelho, mencionou que há oito anos que a Associação anda na luta para que este momento chegasse e que desde que começaram o processo com o Dr. João Ataíde, e depois com outros em situações seguintes que não deram continuidade, ninguém sabia que “o Dr. Santana Lopes, ao ter-se metido nisto aqui da última vez, viesse acabar por cumprir”.


