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Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos: “Um projeto ambicioso e enorme no seu potencial”
Teve ontem lugar, pelas 14h30, no Auditório Municipal, a apresentação da Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Mondego, criada no âmbito de uma candidatura apresentada ao «Programa Humaniza», da Fundação La Caixa/BPI, que financiará o projeto com uma verba de 150 mil euros, durante cinco anos.
A equipa, que irá, numa primeira fase prestar serviço nos concelhos da Figueira da Foz, Cantanhede e Montemor-o-Velho, já a partir da próxima segunda-feira, dia 06 de dezembro, é coordenada por Raquel Ferreira (médica) e Vítor Rua (enfermeiro) e constituída por dois médicos e cinco enfermeiros. Conta ainda com o apoio da equipa psicossocial (psicólogo e assistente social) do Instituto Português de Oncologia de Coimbra.
A mesma tem como objetivo “garantir os cuidados a doentes com doenças crónicas severas, progressivas e incuráveis, com sintomatologia complexa e existência de sofrimento associado, em contexto domiciliário”. Raquel Ferreira espera “que o projeto seja duradouro e tenha continuidade para sempre”.
“O objetivo é dar continuidade depois do financiamento e que as entidades competentes continuem o projeto”, frisou.
A vereadora da Saúde, Olga Brás, presente na apresentação da Equipa, considerou que a mesma é “o rosto mais recente, visível e empenhado deste percurso de respeito pela dignidade da vida e da pessoa humana, valores constitucionalmente consagrados e verdadeiramente enraizados na sociedade portuguesa”.
Para Olga Brás, “a iniciativa do ACES Baixo Mondego não foi nem gratuita nem espontânea, pelo contrário, resultou da perceção clara das necessidades ao nível regional com o aumento do número de pessoas com doenças crónicas severas, progressivas, incuráveis, a requererem uma prestação de cuidados de saúde adequados”.
“Um projeto ambicioso, mas sobretudo enorme no seu potencial na sua bondade e no que de bom pode trazer para centenas de milhares de pessoas”, salientou a autarca que referiu ainda tratar-se de “um pequeno passo com grande significado para quem dele vai beneficiar, em última instância um passo enorme para todos nós enquanto sociedade”.
A vereadora manifestou toda a disponibilidade do Município para com este projeto, que foi objeto de protocolo celebrado em setembro de 2021 com a Administração Regional de Saúde do Centro. Ao Município incumbe a disponibilização de uma viatura “para as deslocações da equipa aos domicílios no âmbito da sua atividade assistencial” e a “colaboração na resolução de problemas de pessoas que em situação de vulnerabilidade, e por ausência de cuidador ou de recursos, necessitem de encaminhamento dentro da rede social do município e em articulação com os demais serviços competentes, designadamente Serviço Local de Segurança Social”. O Município disponibilizará também, “espaços para a realização de ações de formação de profissionais e de cuidadores e familiares”.
A equipa comunitária de suporte em cuidados paliativos do Baixo Mondego, irá ficar sediada no Centro de Saúde de Cantanhede e vai abranger cerca de 380 mil pessoas.
A mesma funcionará de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 18h00, e ao sábado das 09h00 às 13h00. Aos fins de semana e feriados o atendimento será efetuado por telefone, existindo, contudo, em caso de crise, a possibilidade de atendimento presencial.


