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II Encontros de Cultura e Património da Figueira da Foz evocaram a Visita Real de 1882

2018 09 29 encontros

História e memória, cultura, património, gastronomia, música e teatro. A Figueira da Foz reuniu todos os ingredientes e propôs, para assinalar o Ano Europeu do Património Cultural 2018, uma ementa completa de atividades, de passeios de charrete a conferências animadas por interlúdios teatrais e até um jantar digno de reis acompanhado por momentos musicais historicamente validados. A ausência de lugares vagos em todas as iniciativas comprovam o sucesso desta segunda edição dos Encontros de Cultura e Património da Figueira da Foz.

«Encontrarmo-nos com a Cultura, o Património e a História é sempre um bom motivo para estarmos juntos, para aprendermos e partilharmos», disse, na abertura do evento, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, agradecendo o empenho da organização e a presença dos oradores e das muitas dezenas de participantes. O autarca aproveitou a oportunidade para recordar a importância da abertura da linha férrea e da elevação a Cidade da Figueira da Foz.

O Município da Figueira da Foz, pela Divisão de Cultura, juntou-se à iniciativa de sinalizar o Ano Europeu do Património Cultural 2018 e as Jornadas Europeias do Património, promovendo o II Encontros de Cultura e Património da Figueira da Foz, este ano focando a visita real de 1882, por ocasião da inauguração da linha de caminho de ferro da Beira Alta.

Enquadrado no contexto político, social e gastronómico do final do século XIX, a segunda edição dos Encontros de Cultura e Património da Figueira da Foz arrancou a 27 de setembro, Dia Mundial do Turismo, com um percurso cultural efetuado em charrete, com passagem pela Estação de Comboios, Jardim Municipal (ida a pé à Igreja de São Julião e Casa do Paço. A iniciativa, acompanhada por um técnico do Município, repetiu-se quatro vezes e permitiu a duas dezenas de pessoas ‘viajar como os reis’ fizeram em 1882. 

Na sexta feira, ao longo de todo o dia, na Assembleia Figueirense, os Encontros contaram com a partilha de conhecimentos de académicos, investigadores e especialistas deste período, contribuindo para uma visão multi e interdisciplinar sobre os aspetos marcantes deste acontecimento em Portugal, em particular no território figueirense. 

As análises de Irene Vaquinhas (A Figueira da Foz da Belle Époque 1890-1914), Hugo Silveira Pereira (A visão do Outro sobre a visita real de 1882), Paulo Jorge Fernandes (O Rei e o seu tempo: breve biografia política de D. Luís I), Isabel Drumond Braga (A Restauração Ferroviária na Inauguração da Linha da Beira Alta em 1882), Teresa Perdigão (O bodo – ritual comunitário e festivo), Virgílio Nogueiro Gomes (A novidade dos menus no Palácio Nacional da Ajuda no reinado de D. Luis), e Ana Marques Pereira (O serviço à russa no reinado de D. Luís), permitiram uma melhor compreensão dos efeitos resultantes, em termos socioculturais e políticos, da abertura da Linha da Beira Alta e da participação da família real na sua inauguração, partindo de uma revisitação das áreas temáticas estruturantes.

Para ajudar à ‘visualização’ do que terão sido os acontecimentos à época, o encontro foi pautado por momentos de recriação dramática e musicais, encerrando com um jantar de «101 talheres», tendo como base o menu apresentado à família real a 3 de agosto de 1882.

O evento diurno, de acesso livre, e o jantar, sujeito a inscrição paga, tiveram ambos lotação esgotada. O jantar, comissariado pelo chef Hélio Loureiro e confecionado pela Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, contou com a interpretação de hinos e temas da época por Daniel Canas (piano) e Guilherme Gaspar (violino).

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