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Manuel Fernandes Tomás, Patriarca da Liberdade e «conservador progressista» homenageado pela Figueira da Foz

2018 08 24 tomas

Cumprindo a tradição e uma deliberação municipal com mais de quatro décadas, dia 24 de agosto de 2018, numa organização da Câmara Municipal da Figueira da Foz, da Associação Manuel Fernandes Tomás e da Associação 24 de Agosto, voltou a realizar-se, na Praça 8 de Maio, a celebração evocativa da Revolução Liberal de 1820 e homenagem a Manuel Fernandes Tomás. 

A dois anos das comemorações do bicentenário da Revolução Liberal do Porto, a cerimónia contou com a distribuição gratuita, entre os presentes, da reedição da obra “Os Heroes de 1820”, editada pela Tipografia Minerva Central em finais do século XIX e que reúne as biografias das 13 personalidades mais destacadas da Revolução Liberal de 1820, a começar pelo figueirense Manuel Fernandes Tomás. A iniciativa, da Associação Manuel Fernandes Tomás, foi elogiada pelo presidente da Autarquia, João Ataíde, depois da deposição de uma coroa de flores junto do túmulo do homenageado, num momento partilhado com os representantes das demais entidades organizadoras, do representante do Grande Oriente Lusitano e de descendentes de Manuel Fernandes Tomás. «Ilustre figueirense e um dos maiores portugueses de todos os tempos», Manuel Fernandes Tomás evidenciou sempre, nas palavras do edil figueirense, um pensamento político «denso e ponderado» e foi, «não um arrebatado e inconsequente revolucionário» mas «um conservador progressista» que privilegiava «a sã coexistência entre todos os cidadãos por critérios de inabalável justiça». 

Nesta homenagem ao Patriarca da Liberdade, na sua terra natal, usaram ainda da palavra o presidente da Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto, Luís Ribeiro, que destacou a «liderança pelo exemplo» desta figura maior da Figueira da Foz e do País. Carlos Vasconcelos, Grão Mestre adjunto do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa, por seu turno, enfatizou o «bem comum e o bom governo» como valores defendidos por Manuel Fernandes Tomás e que continuam a merecer nortear a sociedade atual. Pela Associação Manuel Fernandes Thomaz, José Manuel Martins sublinhou «a augusta liberdade e regeneração da Pátria» como contributos intemporais do homenageado, de quem traçou a resenha biográfica. Em representação da família, nesta cerimónia que, como habitualmente, contou com a guarda de honra das corporações de bombeiros municipal e voluntária da Figueira da Foz, interveio Nuno Fernandes Thomaz, tetraneto do Patriarca da Liberdade, para quem o legado de Fernandes Tomás é, simultaneamente, um desafio e uma missão coletiva.

Sobre a efeméride

O 24 de agosto, data da revolução de que sairia, largamente escrito pelo punho do próprio Manuel Fernandes Tomás, o texto das Bases da Constituição da Monarquia Portuguesa, que D. João VI juraria em 1822, é, pelo menos desde 1974, a data escolhido na Figueira da Foz para, na Praça 8 de Maio - assim batizada para perpetuar a data da chegada a Coimbra, em 1834, das Tropas Liberais que colocariam fim a seis anos de guerra civil - proceder à deposição de uma Coroa de Flores junto ao túmulo onde repousam os restos mortais de Manuel Fernandes Tomás. A cerimónia simbólica reúne, anualmente, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, descendentes do homenageado, cidadãos, autarcas, representantes de entidades civis e militares e do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa, organização a que pertenceu Manuel Fernandes Tomás.

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