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Geopark Figueira: Razões de uma candidatura a Geoparque da UNESCO

2018 06 geopark

Decorreu no passado dia 22 de junho de 2018, sexta feira, pelas 18h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a cerimónia de apresentação pública Geopark Figueira: Razões de uma candidatura a Geoparque da UNESCO. A equipa multidisciplinar do Aspiring Geopark Figueira fez a apresentação do projeto, que pretende, segundo o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, «dar visibilidade ao património geológico do Concelho». A apresentação percorreu as diversas áreas do Património, destacando a fruição dos vários ativos patrimoniais, uma vez que, como frisou Elisabeth Silva, responsável pelo Sector das Ciências na Comissão Nacional da UNESCO, «um geoparque é um espaço de ciência, de comunicação e divulgação de ciência, para as pessoas, para a comunidade, e não uma reserva fechada nem um parque de diversões para geólogos».

Os nomes que marcam a investigação do património geológico no Concelho, com destaque para Santos Rocha; o valioso fundo documental existente na Biblioteca Municipal local e o espólio que se encontra no Museu Municipal; os mais de 250 sítios de interesse geológico identificados no Concelho - do afloramento jurássico do Monumento Natural do Cabo Mondego à Falha inversa de Quiaios, da Pedreira da Salmanha à Praia da Murtinheira, das praias levantadas às lagoas e campos dunares - e os mais de 50, já estudados, com potencial para serem classificados como geossítios, integraram esta apresentação, que percorreu os mais de 42.000 anos de história do território a que hoje chamamos Figueira da Foz, do paleolítico, neolítico e Idade do Ferro até à ocupação romana.
O Presidente da Autarquia destacou, na sua intervenção, o interesse de um projeto que, acima de tudo, é um repto para o envolvimento da comunidade local, a começar nas escolas.

Constituída há cerca de um ano, a equipa multidisciplinar Aspiring Geopark apresentou parte do trabalho desenvolvido ao longo do ano. Em «Memórias da Nossa Terra», Ana Domingues mostrou um pouco da riqueza do fundo documental local. «É um dos critérios da UNESCO, a existência de artigos científicos e bibliografia alusivos ao património em causa, e o nosso é um fundo documental local muito relevante: temos uma biblioteca de referência , com quase meio milhão de livros, em muito devido a legados importantes, e já estão identificadas quase 8.000 entradas de interesse para o Geopark», explicou a historiadora, que está, juntamente com a restante equipa, a desenvolver o embrião do que será uma base de dados para consulta de todos os interessados na História e Património e Cultural do nosso Concelho. E é uma história longa. Jorge Carvalho viajou 180 milhões de anos para um breve traçado da evolução geológica que conduziu ao território da Figueira da Foz. Sebastião Ataíde abordou alguns dos principais pontos de interesse cultural, arqueológico, arquitetónico e paisagístico da Figueira da Foz, dando ainda a conhecer iniciativas de interpretação destes locais já levadas a cabo, e Gonçalo Mano falou sobre o modelo de desenvolvimento do projeto Geopark da Figueira da Foz, seus objetivos e estratégias de comunicação. A fechar as intervenções, Paulo Trincão, diretor do Exploratório de Coimbra- Centro Ciência Viva, elogiou o trabalho desenvolvido e deixou palavras de incentivo à equipa e à Autarquia.

Também Elisabeth Silva elogiou o percurso já trilhado, lembrando que a Figueira da Foz cumpre, logo à partida, um dos critérios da UNESCO para os seus geoparques, o de ter um «património geológico de relevância internacional». Esta responsável lembrou, no entanto, que os critérios da classificação são «muito exigentes» e incluem um forte envolvimento da comunidade. «Estão lançadas as sementes, mas é preciso consciência de que isto é um projeto de gerações e não de um mandato, e mesmo após a classificação continua a exigir compromisso, uma vez que a avaliação de quatro em quatro anos é que garante a manutenção da chancela da UNESCO», alertou.
O trajeto do Geopark da Figueira da Foz passará agora por iniciativas que garantam a visibilidade e boa comunicação dos espaços de interesse geológico no Concelho.

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