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"Desporto, Ética e Igualdade" e Namorar com ‘Fair play’ no Paço de Tavarede

 

2018 03 28 DespEtica Iguald

 

O Município da Figueira da Foz, no âmbito do Plano Municipal para a Igualdade de Género (PMIG) da Figueira da Foz, e a Associação Fernão Mendes Pinto, entidade parceira, promoveram, na noite de 28 de março e no Paço de Tavarede, a sessão temática sobre “Desporto, Ética e Igualdade”, num esforço para sensibilizar as várias associações do Município, nomeadamente as com vertente desportiva,  para os valores de igualdade, cidadania e não violência.

 

«O nosso Município orgulha-se de ter um dos PMIG mais completos, em termos de áreas envolvidas, e mais avançados, em termos de execução, do país», destacou, na sessão de abertura, a Vereadora do Desporto e da Juventude, Mafalda Azenha. «Há sempre, no entanto, muito para fazer, quando o que está em causa é o desenvolvimento, físico, psicológico e social dos nossos jovens e, por consequência, da nossa sociedade», destacou, saudando os participantes na iniciativa e todas as entidades parceiras do Município neste Plano.
Moderada por Henrique Costa, presidente da Associação de Karate Do da Figueira da Foz, a sessão contou com os testemunhos de Beatriz Gomes, Subdirectora da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física e ex atleta olímpica de canoagem; Catarina Durão, diretora regional do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), e Nelson Oliveira, atleta internacional de basquetebol em cadeira de rodas. Beatriz Gomes  falou sobre as dificuldades que as meninas, nomeadamente as mais jovens, encontram na prática desportiva, sublinhando que as baixas expetativas que muitas vezes lhes são transmitidas são desmotivadoras e até prejudiciais à auto-estima. «Eu própria cheguei a sentir que estava a ocupar um lugar que podia ser mais bem ocupado por um rapaz», confidenciou a  ex atleta olímpica de canoagem. A também investigadora alertou ainda para a falta de civismo dos adultos responsáveis por jovens atletas, sobretudo durante jogos ou torneios. «Quando a competitividade se sobrepõe, de forma agressiva e não construtiva, aos valores do Desporto, colocam-se em causa os maiores benefícios da prática desportiva, que não são as medalhas mas o desenvolvimento de competências pessoais e sociais», defendeu.
Nelson Oliveira, por seu turno, trouxe ao debate a questão do desporto adaptado e as muitas dificuldades de acesso que, ainda hoje, persistem, enquanto Catarina Durão falou sobre a introdução das questões da igualdade, lato sensu, nos mais recentes diplomas legais, acompanhada por uma sensibilidade crescente por parte das estruturas desportivas no apoio às suas atletas.
Perante uma sala repleta de dirigentes associativos e outros interessados, Marta Santos, da Associação Fernão Mendes Pinto, apelou, em especial aos dirigentes desportivos presentes, para que abram as portas ao projeto do IPDJ «Namorar com fair play», a que o Município também aderiu, com vista a combater a violência no namoro, um fenómeno que estudos recentes apontam para que esteja numa indesejada escalada.

 

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