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Ana Bacalhau «em nome próprio» no Museu Fora D’Horas

2018 03 14 emprend

Vem ao Centro de Artes e Espectáculos (CAE) da Figueira da Foz já no próximo dia 7 de abril, com a tourné «Em Nome Próprio», mas, ainda em março, esteve na Figueira da Foz para uma conversa intimista, no âmbito de mais uma sessão do ciclo Museu Fora D’Horas 2018 realizada, como sempre, no Museu Municipal Santos Rocha.

 

Sorridente, faladora, bem-disposta, tão generosa nas confidências como nas gargalhadas, foi assim que Ana Bacalhau, a carismática vocalista da agora extinta banda Deolinda, se apresentou no passado dia 28 de março de 2018, acompanhada pela agente, Márcia.

Ana Bacalhau foi apresentada pelo Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, que começou por constatar que, com a opção de Ana Bacalhau pela música, «perdeu-se uma professora de inglês mas ganhou-se uma das vozes da nova geração», justamente reconhecida como tal. «Hoje o país é grato e revê-se mais nos seus artistas», lembrou, recordando que outros, como António Variações ou Carlos Paião, tiveram mais dificuldades em afirmar-se junto dos seus contemporâneos. «Não foi assim tão fácil», garantiu Ana Bacalhau.

 

Em primeiro lugar, os pais teriam preferido que Ana optasse por uma carreira mais segura, e a cantora chegou a trabalhar como arquivista no Ministério das Finanças, ao mesmo tempo que tirava uma pós-graduação e se dedicava à música. Um trio de jazz e a banda Lupanar foram os alicerces sobre os quais haveria de nascer o projeto Deolinda, quase uma aventura de família - ela, o namorado (hoje marido) e dois primos -, destinada a coser, com linhas de humor, a música popular e as raízes tradicionais portuguesas.

 

«Mas as editoras resistiam, temiam que nos confundissem com a ‘música pimba’», revelou a cantora. Sem nada a perder e com muito pouca experiência no meio artístico profissional, atreveram-se a querer gravar, logo na estreia, nos conhecidos estúdios Valentim de Carvalho. Depois, foi o sucesso dos Deolinda, que levou Ana Bacalhau a deixar as outras ocupações e a abraçar o país e o mundo, numa experiência enriquecedora e repleta de peripécias. «Foi muito bom, mas andei dez anos a cantar uma personagem, a Deolinda, e senti que era tempo de me cantar, em nome próprio», explicou.

 

Agora, com o espetáculo que chega ao CAE da Figueira da Foz já no próximo dia 7 de abril, Ana Bacalhau veste-se de si mesma e conta as suas histórias, da infância a cantar para espantar o bullying contra a menina gordinha - «na altura não se chamava bullying, eram só miúdos a serem miúdos», sublinha - que era, até à mulher, bonita, bem-sucedida e feliz que, hoje, com a sua voz e a sua presença, enche salas aquém e além fronteiras.

 

«É um espetáculo mais intimista do que os de Deolinda, porque aqui não há personagem, sou eu, eu com as músicas e as letras em que me revejo, da autoria de muita gente brilhante, incluindo o figueirense Afonso Cruz», realçou. «Não me vejo como autora, aí continuo a ser insegura e muito auto-crítica», explicou. «E é disto que eu mais gosto: de misturar o meu sangue no de outros», concluiu.

 

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