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Museu Fora D´Horas com Sérgio Castro Trabalhadores do Comércio, o grupo que nasceu para fracassar… e triunfou

2017 05 museufhoras

O músico Sérgio Castro foi o convidado de abril do ciclo Museu Fora d’Horas, conduzido por Nuno Furet, da AzzimuTTe Zero - Aventuras e Rumos 4x4. A multi-instrumentista e cantora Daniela Costa acompanhou o carismático líder dos Trabalhadores do Comércio que, na Sala de Arte Religiosa do Museu Municipal Santos Rocha, recordou alguns dos maiores sucessos de uma carreira que ronda o meio século.

Começou a fazer música ainda miúdo, seduzido pelo conjunto António Mafra e pelos Beatles. Do Porto de sotaque carregado de melodias aos improvisos na Praia da Aguda, com a cumplicidade de músicos como Sérgio Azevedo, Shegundo Galarza e António Pinho Vargas, o pequeno Sérgio Castro foi crescendo no meio artístico, aqui com umas experiências, ali fundando umas bandas, em toda a parte vivendo aventuras, aprendendo mais e mais. Tocou em igrejas com Os Tijolo, mas seria com as músicas em inglês dos Arte & Ofício, a primeira banda portuguesa de jazz rock fundada no Porto, em 1975, com António Garcez, que Sérgio Castro conheceria o sucesso, na década de 1970 e no dealbar dos anos 80, em percursos que contaram com André Sarbib e Sérgio Cordeiro. A explosão do rock em português, que atravessou a oitava década do século, trocou as voltas ao grupo, que se viu obrigado a criar uma outra banda, por pressão da editora, com músicas cantadas na língua lusa. Surgiriam assim, a contra-gosto e pensado para fracassar, os Trabalhadores do Comércio que, ironicamente, acabariam por suplantar em êxito e longevidade os Arte & Ofício, chegando aos dias de hoje.


Ao longo do serão, Sérgio Castro e Daniela Costa brindaram o público com «Sitting on a willowtree», «Finally», «Let’s do it again», «Que me dizes ao concurso», «Binhu Garrafas de Binhu», «De Manhá Eu Bou Ó Pom», «Dá-lhe corda ao cucu», «Ardem-me os olhos» e, para terminar com o coro e os aplausos da assistência, «Ou Tás Quietinho Ou Lebas No Fucinho».

O ciclo Museu Fora D’Horas, que arrancou em janeiro com António Manuel Ribeiro, dos UHF, e trouxe à Figueira da Foz o ator José Pedro Gomes em fevereiro, para além de Sérgio Castro, dos Trabalhadores do Comércio, encerra a 20 de maio com o ilusionista Mário Daniel.
A entrada é livre.

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