cabedelo
surfsurfespacoondasmares

ptenfrdees
Cultura
Natureza
Desporto
Desporto
Natureza
Natureza
Arte
Internet Marketing Bruidsfotograaf

Francisco Menezes no Museu Municipal

 

2017 03 museu f horas

 «Tenho tendência natural para o disparate»

O humorista Francisco Menezes foi o convidado de março do ciclo «Museu Fora d’Horas», numa sessão que teve a conservadora do Museu Municipal Santos Rocha, Ana Ferreira e Nuno Furet, da AzzimuTTe Zero- Aventuras e Rumos 4x4., como anfitriões.

Bem-disposto, o comediante que ficou conhecido através do programa de stand up comedy “Levanta-te e Ri” partilhou, ao longo de quase duas horas, com uma plateia de várias dezenas de pessoas, as suas experiências, histórias e visão do mundo do espetáculo. “Nasci numa família sem artistas mas sempre tive inclinação para a música”, revelou.

Ainda jovem iniciou-se no mundo da rádio, na Rádio Nova do Porto, na área do trânsito, onde não tardou a dar nas vistas pela sua facilidade como comunicador. “Tenho tendência natural para o disparate mas nunca pensei fazer disso vida”, reconheceu. Foi precisamente isso, porém, o que aconteceu. Da rádio saltou para a televisão, nem sempre em programas com que se identificasse, mas nem por isso baixando os braços. “Nesta profissão há travessias no deserto, alturas em que não há trabalho, e isto é o que eu faço para pagar as contas”, explicou. “Há outras coisas que faço por gosto e que não pagam contas, ainda, como a música”, admitiu. À televisão prefere os espetáculos ao vivo ou o cinema. “Os programas de televisão, hoje, são feitos para justificar linhas de valor acrescentado, porque a publicidade, dividida por tantos meios de comunicação, já não chega para os sustentar”, defendeu. “As pessoas pensam que há glamour na televisão… não há. E engana-se quem pensa que as televisões querem educar… não querem, só querem faturar”, prosseguiu. “Gostava de ser mais ingénuo, mas já vi o outro lado, não sou capaz…”, desabafou. Já no teatro, em «Nome Próprio», com o José Pedro Gomes, entre outros, ou no cinema, no filme Balas e Bolinhos 3, viveu experiências positivas e que pretende repetir. Mas é do palco que continuará a fazer-nos olhar o mundo com um sorriso nos lábios. Até porque, acredita, “o único limite para o humor é o próprio humor: se não tem piada não é humor”. 

Copyright © 2014 Município da Figueira da Foz | Desenvolvimento WRC | Design Sigyn |