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REQUALIFICAÇÃO/VALORIZAÇÃO FRENTE DE MAR E PRAIA – FIGUEIRA/BUARCOS

2016 01 praia

Obra de requalificação da Frente de Mar e Praia Figueira Buarcos foi aprovada pelo Turismo de Portugal com 75% de financiamento.

Foi assinado o contrato de empreitada que vai dar início a esta requalificação. A obra terá um custo de cerca de €2.000.000,00 (dois milhões de euros) em que o Turismo de Portugal financia os referidos 75%.
A intervenção tem duração prevista de 9 meses e consiste em:

- Resolução das Valas Hidráulicas em Buarcos e Oásis;
- Construção de novos passadiços com alterações na estrutura e desenvolvimento;
- Construção de duas Pontes Pedonais de ligação entre as cotas altas da Avenida e as cotas baixas do areal, na zona da Vala do Galante e do Relógio.
- Construção de Ciclovia e Percurso Pedonal ligando a zona do ‘Parque das Gaivotas’ a sul ao ‘Aterro de Buarcos’, a norte com cerca de 3,2 Km;
- Construção de Novo SkatePark na localização do existente em Buarcos em betão;
- Construção de Pista de atletismo e reabilitação dos campos de jogos
- Proteção de espaços naturais e plantação criteriosa de espécies dunares e arbustivas.


Valas Hidráulicas em Buarcos e Oásis
Com vista à eliminação da chegada a céu aberto à praia das valas da várzea e do Galante, propõe-se o seu encaminhamento para drenos subterrâneos perfurados na vala de Buarcos, e a reabilitação do atual “Oásis”, incluindo a vala do Galante.

Passadiços e Pontes Pedonais
Estrutura mista de ferro e madeira com baixa manutenção, maior largura para mais gente circular, com zonas de descanso que incluem bebedouros, apoio para bicicletas, chuveiros e bancos.

Ciclovia e caminho pedonal
Define-se a construção de uma ciclovia e percurso pedonal que percorre o areal de norte a sul, unindo os passadiços, com um traçado ondulante. Esta via será estruturante para a intervenção, pois permitirá uma confortável e qualificada acessibilidade à praia (o que atualmente estava comprometido dada a extensão do areal, mais de 500m entre a marginal e o mar). A ciclovia proporcionará também agradáveis passeios de bicicleta, ao longo do ano, em espaço mais natural, longe do tráfego automóvel.

Novo Skate Park
O novo skate park será construído na zona do atual aterro.

Pista de Atletismo
Numa zona central da zona de ante-praia prevê-se a construção de uma pista de atletismo de treino, executada em Terraway, com um perímetro de 300m. Contempla ainda uma pista lateral para salto em comprimento, triplo salto e círculos de lançamentos.

Proteção de espaços naturais e plantação
Pelo facto de assistirmos já à instalação das primeiras plantas colonizadoras, uma das ações preconizadas é a salvaguarda destas áreas de grande fragilidade. A intervenção deverá ser realizada sobre duas vertentes, por um lado a colocação de vedações que balizam estas zonas permitindo que a instalação da vegetação ocorra de acordo com os ritmos da própria natureza, por outro e não menos importante, comunicando à população o que está a acontecer no areal, que espécies podem encontrar e a sua importância (numa uma primeira fase são elas as responsáveis pela fixação das areias e que ao fixarem-se iniciam um processo de mudança das condições geoambientais, dando início à formação de uma sucessão ecológica, evoluindo o ecossistema para uma maior diversidade e em maior equilíbrio com o meio ambiente).

No confronto com a área de praia propriamente dita a vedação é composta pelos designados ‘regeneradores dunares’, (ripas de madeira unidas por arame), que têm também como função reduzir a velocidade do vento e assim contribuir para a deposição de areias. Nas restantes áreas serão colocados postes em madeira e cordas para balizar.

Relativamente à introdução de material vegetal, plantações, esta ocorrerá de forma criteriosa em pequenas zonas, associadas à instalação dos novos passadiços, em que as espécies selecionadas, serão as que melhor resistem e se adaptam às adversas condições edafaclimaticas da praia e frente de mar.

Neste trabalho de naturalização deverão ser preferencialmente utilizadas plantas autóctones e exemplares de pequeno porte, pois darão maior garantia de adaptabilidade. Serão sempre espécies e com maior potencialidade para a regeneração natural o que inevitavelmente promoverá a maior sustentabilidade dos espaços.

Fazendo alguma proteção à ciclovia, criam-se núcleos de tamargueiras, zimbros e camarinhas, já na face interior mais protegida começam a criar-se as condições para a instalação de uma maior diversidade de vegetação. Protegidos de algum modo pelas tamargueiras e zimbros plantam-se pinheiro (bravo e manso) de pequeno porte, e com maior densidade.

Na envolvente aos campos de jogos existentes, adjacente à Marginal, as características do substrato existente ou a criar, permitirão associar aos estratos herbáceos e subarbustivos, elementos vegetais de porte arbustivo e arbóreo como o pinheiro manso, o pinheiro bravo, a tamargueira, a camarinha, a sabina das praias, o medronheiro e a casuarina entre outros que contribuam para o aumento da biodiversidade.

Estes maciços arbóreo-arbustivos, com a sua sombra, pretendem amenizar os percursos até à ciclovia, circundar os campos de jogos e envolver o atual estacionamento no ‘Parque das Gaivotas’, a sul, junto da foz do Mondego.

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